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quinta-feira, 22 de julho de 2010



Ontem Hoje Amanha


Como dizer? Queridos? Diria simplesmente andarilhos, vós que perambulais a procurar a trilha certa. A solidão entristece e fere profundamente o ser humano. A fé, a esperança e a caridade para consigo e o próximo alivia e nos dá meio para alimentar o espírito Não quero aqui vincular a fé à minha crença, nem faço referências, porque nela apóia quanto vos transmito da vivência pessoal. Eu acredito em Deus que vive e reina entre nós. A vossa fé, respeito. Eu espero em Deus, Sua ajuda. Eu tenho certeza da Sua benevolência para com as minhas falhas. Analisando agora algumas fases da vida, que sucedem à maioria de nós. Confiantes nos exemplos e orientações oferecidas, somos convidados a assumir nosso próprio caminho. No explosivo entusiasmo da juventude abrimos os braços ao amor, expressão mais pura do ser humano. Somos dois, nos espelhamos numa nota só, noivos a entrar na igreja no dia do casamento. Enfeitado o chão de tapetes, flores no cabedal dos bancos da capela escolhida a dedo entre as disputadas, dificilmente disponíveis. Amigos aprovam e saúdam (como o povo saudava Cristo na entrada triunfal em Jerusalém). Segue a recepção, freqüentada, barulhenta, interesseira, com o murmúrio dos convidados não sempre contidos, mas sempre fartos. Mas quantos casamentos são feitos sem a presença do verdadeiro Amor, Cristo? Com doação ao próximo, no prazer de servir para contribuir ao conceber novos sêres? Por isso imagino eu, que mais uma vez Ele olha e lamenta, como quando vendo Jerusalém, chorou dizendo: Ai de ti,não ficará pedra sobre pedra, porque tu não sabes reconhecer o tempo da visita de Cristo! Também desse casamento sem amor, não ficará pedra sobre pedra, porque não souberam aproveitar a chegada do Amor, Cristo, na união do casamento. A entrada solene de aparência, deixará a solenidade e fêmera, as flores murchas em pouco tempo. É como a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém que se transformou em pedido de crucifixão, a saudação dos amigos se transformará em pedido de separação e divórcio, crucificando-vos. A vida a dois tem o seu Judas que pode vir em forma de ambição na conquista de poder e dinheiro ,proporcionando aparente bem-estar; O beijo traidor é a competição, o desejo do destaque entre amigos, a posição no trabalho, que leva a desavenças e no fim quando a humildade se fizer útil para desfazer mal entendidos, parece humilhante e difícil reconhecer as falhas e pedir desculpas. Nesta hora carente de compreensão esquece-se de servir um ao outro e que a dois, a vida é feita para doação recíproca. Cristo lavou os pés dos seus discípulos. O que devemos nós fazer, se não lavar os pés uns dos outros? Qual valor tem estima, valorização e fama, lá fora?As pequenas falhas de todos os dias vão se amontoando, alicerçadas na intolerância e impaciência,tornando-se espinhos como aqueles que perfuraram a cabeça de Cristo. As carências pessoais, o cruel e injusto julgamento mútuo do casal, a educação dos filhos numa constante e desigual competição de dimensionamento e princípios com a televisão que propicia desavenças e a contrariedade dos pais, leva até a separá-los. Esse injusto processo cruel é tal e qual o julgamento que Pilatos fez a Cristo Jesus, que culminou no sacrifício. A união do casal que não consegue carregar a pesada cruz que se torna tal, também porque não encontrou no caminho do seu calvário um Cirineu que ajudou, acaba desfeita pelo desamor. O arrependimento capaz de propiciar o perdão deve ser manifestado para ouvir a palavra da reconciliação e um dia do Cristo ouvir ”Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.” Precisamos entender que a queda nos não leva definitivamente à morte,mas que da queda podemos levantar com mais determinação e experiência e de cabeça erguida, olhando um ao outro,ousando dizer: A minha falha é grande, mas tenho fé e esperança que a vossa caridade me acolha.
Fran

segunda-feira, 19 de julho de 2010



O futuro é nosso
Já se foi o tempo que fazer amor era um acontecimento, agora é um intento, mesmo assim a um leve soprar dos ventos, lá se vai o pensamento levando a razão do intento. Mas se, se fincar os pés e inspirar, é possível! Se as espadas dos heróis estão penduradas, é com as bainhas que se tem que fazer a guerra,é com o sofrimento e saudade que se expia todos os pecados. No acerto de contas tem a quem falta pecados e a quem sobra saudade. Alardear amores do passado, perder o bom, o belo, é dor de cotovelo. De tudo é feita a vida, coisas ganhas ou perdidas, de cada uma aprendi um pouco. Ciente, sou mais experiente.
Mas, vale ao fim do expediente?
Fran

quarta-feira, 7 de julho de 2010


Se souber
A vida é bela. Deixe-a correr do jeito dela.
Deixe-a andar do jeito que ela vai.
Se quiser viver, deixe-se levar.
Do jeito que ficar, vai se adaptar.
No andar do tempo, vai achar onde se acomodar.
Se a esperança e o amor souber cultivar.
Vai ter espaço maior
para guardar qualquer dor.
Fran

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Saber

SABER
O Osaber precisa tempo.
Precisa silêncio para ver e ouvir.
O saber não tem pergunta.
Só resposta,se consultado.
Julga-se o saber pelas perguntas
Elas podem ser evitadas.
As respostas não.
O saber não é de quem mai sabe
Mas de quem menos precisa saber para viver.
Quem saber muito sofre mais.
Quem não sabe, nada sofre.

quinta-feira, 1 de julho de 2010



Passarinho fora do ninho
Do idioma português não sou freguês, pouco sei de matemática e ainda menos de gramática.
Como vê, sou besta de quatro pés, mas lhe digo direitinho sem vacilar. Do pouquinho da minha vida atribulada faço quando puder uma piada, dela aproveito o que puder e seja o que Deus quiser. E enquanto uns caminham para manter o ego e aumentar o chamego, eu caminho com a ilusão de que me mantenho em forma a caminhar no tempo, por mais um tempo.
Fran.