Choro
Não sabia! Vocês não sabem! Eu conto!
Imaginem um feixe de elásticos.
Esticados por mãos
robustas.
Alonga limitado somente,
pela força aplicada e pela resistência do feixe.
No caso a mão robusta,
A vida sem limites que lhe estabeleça obstáculos.
Os elásticos, feixe, essência de
Amor, carinho, aprendizagem, pertinácia e amizade
Que a família e amigos unem nestes ideais.
O estar longe por prolongado tempo,
A falta desses
estímulos, prejudica, desgasta e fragiliza.
Tristeza e a saudade negam qualquer bem-estar que ajude,
Desprezam os que me convenceram do que levou a estar ali.
Um simples vibrar de uma corda de violão, um toque de
teclado.
O simples assobio romântico de um andante, o
observar o pico de um monte, ou o flutuar de um barco em manso rio,
Dói...
A brisa no vale da cidade
que oscilava as águas do lago,
Balançava o barco, que delicado, me embalava.
Tudo agora está lá, longe de mim.
Muito tempo passou, o meu ombro curvou.
Minha mente cansada, um tanto velada lembra.
Dos montes, do vale, das castanheiras.
Vocês meus amigos de
mim, esquecestes tudo, ou o falar ficou mudo?
Por que do estar longe, a saudade não tem piedade?
Do que eu tinha,
tenho saudade, mas era aurora.
Agora ao ocaso é só uma história.
Fran.