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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A elite dos eleitos
Não posso negar, vocês sabem muitas coisas de muita gente, podem talvez até julgar e, certamente há muitas coisas a reprovar. 
Mas, fechando um olho e com o outro meio aberto, 
tudo passaria em um acerto
Muitas coisas digo, não são escondidas mas sim, velada,não podendo-se dar em pasto à opinião públicas certas coisas
embaraçadas
Tem coisas na  vida que não som dita ,
por isto, não  julguem alguém como santo ou diabo. 
Venham cá em um canto, que vos conto um tanto de coisas pontiagudas, coisas cabeludas. 
Vocês sujeitos tidos direitos com vossa conformação podem  ser atletas das paraolimpíada afinal, as vossas estruturas são aceitas
 No salto em altura, pulariam até sem vara.
Para vocês, qualquer muralha é fogo de palhas e,
como meliantes ganhariam medalhas de diamantes.
Afinal, em todo mundo tem vagabundo, aqui há entre eles, os privilegiados, da Câmara e do Senado
fran

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Agora é outra
Fala-me de amor.
Fala-me de um amor qualquer
para não dizer qual foi
Como foi naqueles tempo ?
Precisava só ter um tempo
um sprint na praticar a tarefa
Não havia noites, nem dias,
tudo acontecia em harmonía
Pagava a fava quem começava,
entregava o ponto,quem não dava conta
fran

domingo, 11 de setembro de 2016

A sentinela

No horizonte, entre o céu e o mar, despontava o sol, não sei se no horizonte ou na  vertical. 
O navio, na verdade uma sucata do pós guerra
adaptado  para passageiro,"demorou vinte e dois dias para o percurso de Gênova na Itália até o Rio de Janeiro"  chacoalhava muito,muito mais que o normal. Naquela manhã, o capitão anunciou que estávamos em alto mar à deriva, forçado a parar o motor para reparo e avisou ainda que, tínhamos passado a linha do Equador.
Era o dia sete de março do ano de mil novecentos e cinquenta e quatro,meu aniversario.
Lá a linha do Equador  provocou um corte na minha vida, assim como a linha com cerol dos  meninos que soltam papagaio ao vento e provocando até  infortúnio, . 
Um quarto da minha vida lá ficou, no hemisfério norte, lá ficou a minha infância, a minha juventude.
Tinha vinte e dois anos. 
Começava outra vida, outro desafio. 
Estabelecido em Belo Horizonte, a princípio não sabia me localizar, não conhecia o idioma,o meio de transporte, a deficiência de comunicação, a falta de amizade. No trabalho, a pouca mão de obra, a falta de material,  e,, porque não dizer, a pouca compreensão de meus compatriotas da fábrica, tudo parecia obstáculo, mas tudo superado.
Morava em uma pensão, base de outro funcionário da mesma empresa  que não trabalhava na fábrica, mas sim no campo, traçando a passagem e montando torres de transmissão de alta tensão, que a fábrica produzia.  
No fim da semana, para descanso e morada, era a pensão.
Todos eram rapazes fortes,robustos,acostumados aos empecilhos da vida. Prestativos e bem humorados, eles eram a minha guia. Eu ao contrário, era imberbe e mirrado.
A saída no fim da semana, nas primeiras vezes ia com eles,conheciam toda a malandragem da cidade, rodavam um monte de bares e lugares,o táxi era exclusivo a disposição,o gasto era alto mas não faltava dinheiro. Tornei-me logo caixeiro e controlador das despesas.
Um sábado de farra,as duas da madrugada,em um bar da boemia tomamos a especialidade da casa e queijo frito em seguida, cada  um tomou o seu  rumo.
Fiquei só,um pouco alegre, balanceado fui no ponto do bonde, fiquei à espera.
Um andarilho com o dedo indicador no meu nariz, deu a entender que deveríamos subir a pé a rua da Bahia
Não lembro mas, a morte de Getúlio Vargas, deu origem a suspensão dos transportes,segui então a pé para chegar na rua Rio Grande do Norte. 
A chuva apressava os meus passos e a bebida ingerida pedia saída.
Na praça da Liberdade resolvi libertar-me deste sofrimento.
 Naquele tempo, o jardim do palácio não tinha grades.
Avistei um cubículo à semelhança de um mictório público como os existentes na minha terra, entrei e rápido livrei-me do sofrimento 
Não sabia que lá vigiava, dormindo, uma sentinela. Borrifei toda ela. Ao perceber o meu feito, deu tempo de despencar  na avenida abaixo 
 como água no riacho e, com a  enxurrada,  sumi na estrada.
fran

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Experiência
Quando no entorno tudo é silêncio.
Avalizo, ouço e percebo os fatos e dizeres errados, e no arrependimento,a alma sugere o querer redimir, promovendo as mudanças e a reparação 
Mas o que passou, foi.
 Foi? Não !
 Não é bem assim.
O silêncio é mudo,os erros tem ecos, propagam-se pelo espaço e por muito tempo,deixando muito estrago.
Tem palavras e atos irreparáveis, é verdade, mas considerando que quando já falado ou consumado,assumir o erro é sinal de arrependimento e vontade de remediar
Tem que se considerar que os erros existem,fazem parte da vida,do processo e experiência e podem ser considerados menores pela tolerância,compreensão e entendimento, 
Ora, caí na minha mesma conversa.
Balela, fajuta !
Se considerarmos que a experiência é adquirida com o andar do tempo, quando da idade avançada, não serve mais para nada !  
Ou poderíamos talvez  aproveitá-la para outros ? 
Não, para outros, não.
É particular, cada um tem a sua. 
Aproveitaríamos se a nossa vida  fosse de duas fases,
será mesmo assim ?
Ou como diziam os sábios dos meu tempo,
cem cabeças, cem testas,cem pessoa, duzentas nádegas?
fran

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

É você ?
Menina, não mais. 
Desabrochou, linda como uma rosa,
          Mãe,amorosa             
Amante ardorosa.
Esposa, companheira da vida inteira
Da casa,dona, patroa e patrona 
Esteio e zelo pela religião
Dogma da vida, razão do seu viver
fran

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Conceda !
Deus, meu Deus 
Para nós, o querer não nos pertence
 Atrever-se a pedir é possível 
Para Ti, que lá no céu, ou nos picos de rochas alpinas colocaste a reinar uma poderosa ave. Podes !
 Que lá no horizonte, onde o céu e o mar ou terra unem-se e parece o mundo lá acabar junto ao limite do nosso campo visual,e limite de todas as nossas faculdades. Podes!
  Tu, que és Amor por excelência,permita que eu e o meu amor, possamos participar das maravilhas que Tu criaste, que embelezam,nos alegram e a Você exaltam e engrandecem,
 conceda a todos nós da família e ao mundo inteiro a paz, 
a  fraterna Paz

fran

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Por acaso 
Era de tarde, quase noite 
no portão esperava um encontro eventual
no céu lá de trás das nuvens, 
está a lua a esperar a sua vez de sair,  
vir a inspirar quem quer amar.
Veio a noite a encurtar a espera e trazer a lua inteira. 
  No rastro dela, veio ela, a minha estrela.
Elegante no seu singular ser,maravilha para ver.
Na luz da lua,o brilho,o fulgor dela 
É mesmo uma estrela.
Que mulher bela ! 
No viso só sorriso,nos olhos 
 cor de jabuticaba,simpatia que não acaba,
dote físico e moral da minha amada.
fran

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O sino
O badalar do sino repetido,retumba na torre  
acelerando as pulsações do coração e
ampliando o ecoar ao dizer, 
Te amo, amor!
Lá do alto da torre, o som expande, invade os vales,
Vale sim! Tocar o sino. 
Muita gente vai apreciar, 
porque abre o coração para amar
Amar é uma saída, é avenida,
 abre portas para a vida
fran

domingo, 31 de julho de 2016


Babete (babadouro)
Vocês não sabem e talvez não queiram nem saber o que é, 
mas vou dizer
Babete é o babadouro, pano que protege da baba ou da comida o peito do bebê. 
Mas pensem no que vou dizer. 
Quando o bebê se torna adulto, nos não abandonamos o babadouro mas,implementamos outros, os tornamos maiores, não a proteger do sujo da  comida mas a esconder o sujo que está na nossa mente e corpo 
Talvez vocês,muitos de nós, somos chamados sem vergonha, que temos o cuidado de não mostrar todos as ações que prejudicam o conceito a nosso respeito. 
Costuma-se dizer, nossa vida é um livro aberto. Em qual página ? 
Nas páginas cheias de safadezas e pornografias ?
 Não adianta, esta lá, o babadouro não esconde nem disfarça perante a nossa consciência.
Acreditem, vocês sabem que há momentos que temos necessidade de falar, para que o viver tenha  menor peso para arrastarmos, 
não adianta jogar ao vento, ele não tem forca para levar...
Os psicólogos, talvez removeriam! 
Mas haja peito para contar os mal feitos!
 E o ônus, quem vai pagar ?
Já vão longe,os meus tempos, lá haviam confidentes,guias espirituais e por que não padres ?
 Davam conversa,atenção, chamavam a confessar,davam a absolvição, não pagava-se um tostão.
fran

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Minha vida
Você me amou desde outrora
Eu reconheço somente agora
  Me restou só você, na vida   
Você e o seu amor
Você me deu compreensaõ e amor
Amo você mais que a minha vida
Com o tempo não  posso contar
Mas é triste pensar agora no adeus
Só Deus sabe remediar e me perdoar
fran.  
                         Para Regina
Manhã
Como sempre a lengalenga de todos os dias 
A mesma gente,a mesma rua,a mesma monotonia,
Hoje a julgar o agitar das plantinhas 
dos vasos que enfeitam na janela e o céu cinza,
um friozinho parece dominar e aconselhar
um agasalho para o caminhar.
Vou desistir de ir ?Não, o dever é insistir.
No espelho do elevador.  Que horror.
me componho um pouco, penteio os cabelos e no
 carro saio,estou na rua.
Vejo uns de passos apressados, outros apreciando a demora a bajular cachorro, fazem hora e 
 despistando fazem da via publica privada do cachorro.
Que horror,que odor,onde está o tomar conta ?
No cruzar das ruas, pedestres, cachorros, bicicletas, motocicletas,
carros e carretas,benditas sejam todas elas,eu só atravesso quando passaram todas 
Eu vou caminhar,sem pressa  para voltar 
 É um saco para ir até lá,a caminhar, para quem já custa o andar
Entre aprontar ir e voltar, para esta empreitada gasta a matinada
Falo, falo e não digo onde caminho. 
Dizem  que é lugar de bando de ajeitados,
que depois de enfartados são reabilitados,
 Mil metros para andança cercados de vegetação, 
ás vezes com um ventinho frio, outros dias com  um sol de lascar.
 Uns pelados, outros agasalhados, o mundo é bonito porque variado, gente trabalhando e pelejando nas ruas
No mato, bichos silvestre na boa, zanzando na sua   
fran.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Minha mulher
Água do mar onde navega o meu barco,
Bóia que sustenta no naufrágio,
Rêde que une, capta e coordena os meus pensamentos,
no dizer e fazer do viver
Você, calmaria dos ventos! Acalma.
Nas agitadas ondas, concilia os desacordos,
Você, bússola a indicar onde há a morada do Pai
Implora a  Santa Mãe Maria a proteção para nós 
fran 
para Regina

terça-feira, 19 de julho de 2016

Salvação
O nível da água do  mar, hora está alto,hora não é. 
Isto acontece sabe porque ? 
É a maré
Dizem ser o sol e a lua que,
como sempre, entram a combinar umas das suas. 
 Dependendo da posição do sol e das fases da lua,ou das duas. 
Chamam-se preamar, quando o mar está na maré alta.
 Maré baixa,quando inverso,tudo funciona assim há séculos. 
Pensando um pouco, 
isto implica em muitas coisas !
Se observarmos em especial os que dizem representar o gênero humano,
tanto os homens quanto as mulheres 
deveriam se comportar como o mar,
não contrapondo-se perante a vida, aceitando os altos e baixos 
no comportamento e no relacionamento,tolerando os dissabores que o viver em comunidade nos impõem
Nós todos boiamos no mesmo mar, de maré baixa ou alta,
precisamos saber nadar para nos salvar, 
não esperem um boia ou uma jangada,
que podem até aparecer , 
mas elas podem talvez não chegar,
sabem onde a salvação está ?
Na fé em Deus, na esperança Nele,  
 na misericórdia, mesmo sem merecimento 

 fran

domingo, 17 de julho de 2016

Meu céu
O amor é um céu cheio de estrelas
mas só uma tem no Universo, 
que brilha mais do que todas
Elas !
No meu conceito ela está no teto
Como o Universo ela é principio do meu tudo  
Do meu universo é o berço 
Enquanto estrelas caem do céu
 ela nos eleva e revela coisas belas 
.fran  
Para Regina

sábado, 16 de julho de 2016


Meu pai
Devanear, sonhar de olhos abertos.
É triste, ma devo convir que a idade dispõe  fatos não agradáveis para aceitar. 
Noite sem sono, ou melhor, cheia de recordações é uma delas que remexe no velho baú repleto de tudo um pouco.
Posso também convir que o cansaço  nos deixa propensos a olhar para cima, para o alto, para o teto, só escuridão.
Teto ? Vem a mente
Papai pintor de brocha pintava o teto claro , branco.
Ele, quando a rotina diurna terminava, iniciava a noturna.
Era pintor de brocha, tinha muitos clientes que pediam para pintar os quartos das casas.
Isto era feito à noite ou de madrugada, eu o acompanhava como ajudante. 
Naqueles tempos a pintura era feita com a cal virgem que preparava-se antecipadamente,guardada em tambores.
A cal era como pedras que colocadas nos tambores com água,reagindo fervia e desfazia, virando uma massa mole,  que depois diluída e peneirada, era pronta para o uso. 
Dois ou três tambores  eram reserva para o ano inteiro.
A cal era também borrifada nas plantas protegendo-as de inseto. Também para conservar ovos que imergindo-os mantinham-se por  muito tempo.
Como dizia olhar para cima para o alto o teto era escuro por isto lembrando meu pai que pintava o teto de branco veio a mente como executava esta fase:
Envolvia com um barbante a palma da mão várias vezes,compondo argolas,em seguida
 retirava-as e nelas colocava o cabo da brocha e logo após  a prolonga, que era uma vara de madeira,e torcendo o feixe
de argolas travava a brocha  dando um angulo que facilitava a posição da mesma  a noventa graus com o teto
Do piso tornava-se possível sem escada, pintá-lo.
Com o chapéu que ele moldava com folhas de jornal protegia a testa dos pingos que gotejavam da brocha ,para mim que, a guisa de ajuda limpava as gotas que caiam no piso 
Não tinha proteção,mas nunca vi meu pai pronunciar um insulto quando os olhos eram atingidos por um pingo e ardiam  muito.  Havia períodos que as mãos dele, quando do uso de vernizes inchavam, doíam por causa dos produtos tóxicos,  mas nunca ouvi um lamento.
Impávido, só o dever, a família e Deus  eram meta. 
      fran   

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Pensamentos que flutuam
Parecia o dia ter pressa, saiu nem vi
quando dei fé o céu já cinza,escurecia anunciando a noite,
Olhava da janela o acender ora cá, ora lá,
parecia salpicar as luzes nas ruas do morro.
Não sei se impressão ou verdade, mas um ventinho frio percorre as minhas costas, é querer  me aconselhar o tépido calor da cama ?Certamente é.
Hoje o cansaço me pegou, juntou com minuta dor no corpo inteiro,me intriga !  Vou dormir !
Deitado olhando o sofito, o sono vaga na sombra e não pousa em mim, Todos os barulhos da rua são empecilho.
Escuto um roncar de motor, é ônibus lá longe que se  aproxima, já próximo os faróis iluminam a rua e uma ténue luz varou uma fresta da janela,projetando-a no sofito à direita.  
Um raio com formato de um ponteiro de relógio,
ao aproximar do ronco intensifica também a luminosidade, deslocando o raio pra esquerda,rumo ao meio do sofito,
Quando do centro o ronco se afasta, diminuí também a luminosidade do raio 
 Achei interessante o fato,o vi como uma parábola.
Do nada,um barulho,um raio projeta-se, em um mundo escuro.
Ambos surgem,crescem tem uma meta, 
O centro alcançar iluminando e rompendo o silencio, avançar no caminho para fazer mais    
 Quando  o barulho e a luz que ilumina, abrandam, é silencio e paz de uma luta vencida 
Boa, não é ?
fran

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quem sou eu?

Estou há sessenta e quatro anos aqui.   
Me chamam, o italiano.
Da Itália saí  com vinte e dois anos, 
lá me chamam de, o brasileiro.
No final das contas quem sou eu?
Nacionalidade,hino nacional,pátria,

quinta-feira, 7 de julho de 2016


Escuta mamãe !
Escuta mamãe ! Sei que tu me ouve e entende minha  angústia. 
Outros caçoam o meu dizer
Seguidas noites o sono me abandona e a mente me subjuga e me faz soluçar, me sinto réu de acontecimentos que na vida se sucederam apesar de involuntário querer
Tudo, em pouco tempo, virou ao avesso na minha vida
Nos tínhamos,ou talvez só eu tinha, a convicção que  nos tempos difíceis da nossa família, nas doenças que acometeram  Camilla e papai e na obtenção de uma bolsa de estudo contribuindo para minha formatura e meu emprego, 
o auxílio e apoio a nós prestado pela diretoria
da fábrica foi essencial. 
Assim, precisava retribui-lo o quanto possível,
 portanto, o convite de colaboração na montagem da fábrica no Brasil, não pude recusar.
Outorgaram direção para tal empreitada,a pessoas sem ética e moral, Constrangimento,imposições,interpretação de  contrato não respeitado prejudicaram o término da minha permanência, tornando-a indefinida.
Como eu estava sem recursos, sem parentes, sem amigos, sem vocês a me apoiar... longe,inexperiente, como me contrapor em um lugar totalmente avesso a mim?
Mamãe,mamãe, você me ouve? 
Sei que mesmo tentando explicar é difícil entender.
Um único filho deixa a mãe a esperar por trinta anos?
Sabe mamãe, entre tantas coisas, a carência, o afeto, o querer amar e o ser amado, culminou no casamento, privado do encontro da  tua participação.
 Em pouco tempo,um,dois três. Lá se foi até o oitavo filho,não tive a possibilidade de te fazer partícipe também destes acontecimentos que, no entanto, abençoaram a minha família
Da minha parte, pelas dificuldades financeiras e de trabalho foi impossível me afastar para viagem e te fazer partícipe e te rever.
 Sei da  severa reprovação da tua parte,também  sei que estavas sempre propensa a compreender as dificuldades e relevar tanto mal que feito, agora grava na minha  alma.  Sei Mamãe, que após os sofrimentos e privações, estás agora na glória de Deus, na Sua presença 
Como tantas vezes me socorres, interceda também agora, para que a Sua proteção não nos falte e mantenha a Sua santa mão sobre nós.
fra

sábado, 2 de julho de 2016

Equívoco
Equívoco é você
Equívoco é este amor
Este amor tribulado
Entrelaçando muito a vida no passado
e me deixou a pensar,
como terminar.
Fui da janela da esquina da casa vizinha
que você, moldurada nela,
me deu a brecha de te admirar,
daí o espaço para te cortejar.,
como conjunto de cantiga me atrai
Agora enfeitiçado, a ti atrelado,
sem mais você,triste é o viver
 Demorada a noite a esperar novo dia
de almejada alegria

fran
Menina Olimpia
Tenho na mente uma lembrança ensombrada
de uma deusa das doze do Olimpo que
 está lá no alto só para ser admirada, nunca tocada
Coisas que Plutão enfiou na minha cuca, coisas malucas
A menina Olimpia de semblante e
estatura plural, normal, cabelo alongado,
de vestes verdes, uma flor no campo.
 É resoluta, dissolve e desfaz qualquer problema,
é menina de ouro.
Adianta saber tudo agora
 e não ter  valorizado nada na hora ? 
Precisava saber, e reconhecer antes!
A gente não sabia? Não comeu quente antes, 
 come  frio agora .
Eu que sou velho só agora matei a charada,
  Agradeço Deus  por ter ela, ainda  solteira  e inteira,
mesmo limitada, não mais como era
fran

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Te amava
Já te amava,
todos os dias te via naquela rua, 
tu subia, eu descia, 
o amor que há tempo nasceu por ti,  
foi assim no andar e vir de todo dia,
Por que agora,nestes dias,
o destino, ou o querer divino, não quis?
Por que ?
Tudo estava em harmonia,com o que nós queríamos !
Os breves dias que haviam foram de ansiosa agonia.
 Só por breve tempo o trabalho me levaria,
mas a sina eternizou o tempo.
Não há como dizer,difícil silenciar esta dor.
 Nunca mais?  
  Longe para sempre?
 Longe?
Como te dizer,esqueçamos amor!
fran
Esbelta
Grácil, parecia frágil,mas resoluta,
esbelta, formosa, beleza pura, 
divina criatura,
o nome o dizia, Maria Pia.
Cortejo eu fazia,mais, não podia, 
pelo implacável vigiar das cias.
Uma tentativa de aproximar falhou.
O tempo passou,estando longe, dissipou o querer. 
Com ternura, mesmo longínquo,
 ainda com ternura a lembrança perdura.
fran  


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Elixir do amor
Você talvez não saiba, mas
de poucas coisas é composto o amor.
Na maioria das aquisições,
  há duas coisas. 
         Produto e embalagem. 
Comparando,
       produto é o amor, tu, a embalagem. 
     A combinação pode variar.
tendo mais eu, domina o egoísmo,
tendo mais amor, é  compreensão, é doação.  
Eliminai um pouco do tu,para que 
diminua o egoísmo, a vaidade, os defeitos. 
fran

sábado, 25 de junho de 2016


Espantaram ?
Passa a noite,vem outro dia,continua a agonia dos dias que bem longe perdem-se na mente 
Na monotonia que perdura da tempo,
com a perseverança do querer manter-se operante,
ando como ambulante,entre passo,
 olhando ora para cima,ora para baixo.
Hoje no parque entre árvores, um dos primeiros raios de sol entre os galhos atravessou o pequeno espaço  das folhas e tocou o chão,
 fez brilhar um alfinete de fralda,
pensei em pegar, hesitei,
 mas de repente, nele me vi representado. 
Espantaram? 
Agora não mais,lá em casa havia oito crianças,
 uma escadinha de gente
 com degrau bem perto um do outro.
Minha esposa precisava de ajuda,eu sempre  longe, 
                       mas quando presente ajudava, 
Muita fralda troquei e o alfinete era insubstituível.
Agora o velho alfinete não serve mais,
 o substituíram com o tal de velcro    
Eu me vi representado, sim.
As limitações físicas,assistência
e a desvalorização das experiências herdadas do passado são desprezadas
 Agora serei substituído pela  tal  tecnologia?
fran