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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Encontro


Convite  leve, a um toque breve de mestria mão, 
vibração sonora,
toque de mestria mão na corda de um violão. 
Vibra inteiro da terra ao céu, 
este enorme arranha-céu,
 tamanha intensidade é para um só coração.
Divida comigo este amor amante, este amor titubeante.
Abraça-me só um instante. 
fran.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Amada


Chega o dia vagaroso, 
empurrando pra lá a escuridão,
Avança e dá esperança a quem quer fazer.
É a luz,é o dia, é alegria,
é por este atalho o trabalho,
 que vou conquistar o meu amor,
Não importa se esteve breve o dia,
Amanhã tem outro,outro céu, outro sol,
Quem dera,que assim seja.
Também  da noite é feito o dia,
em completa harmonia,
onde o sono é descanso do labor do dia.
Noite. Pausa para um silêncio breve para refletir,
 acarinhar e afagar a amada.

fran.,

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Solidão



Solidão te percebo vento  forte e frio, 
nesta estação da minha vida,
Preciso de aconchego e calor.
Preciso de amor
E se ao passar do tempo o furacão substituir o vento
haja amor por tanta dor.
Amor,muito amor a amenizar o que há de vir
Quero viver superando a sina com ajuda Divina,
 oferecer esta solidão dolorida,
a redimir a vida.
fran.  

sábado, 20 de junho de 2015

Aos meus filhos


Digo a vocês,falo ao vento, 
as minhas palavras não caem aqui.
Parece que não têm peso,mas quando observo melhor,o vento sopra em outra direção. 
Estou longe de vocês, no tempo e .no espaço.
Para quem semeei o trigo?
As loiras espigas agitam ao vento como saudação a quem agora parte
O vento que sopra nas minhas costas já ultrapassou os montes, mas não venceu, ainda empurra o meu veleiro mais devagar e benévolo
Agora entre o céu e o mar tem mais paz e mais calma. 
Vos amo mais
fran.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Maria Del Moro


Sempre dizem que antigamente era diferente. Estou falando de uma época em que a referência do passar do tempo era o banho semanal, a missa dominical, Natal de vez em quando e a Páscoa também.
Os dias todos azuis e luminosos, à noite com o céu cheio de estrelas e pirilampos.
Eu corria, corria pelos campos“Não te esqueça de mim” era a flor que colhia, pequena e azul como dizem ser os olhos de Jesus. Mais violetas e margaridas havia nos campos, mais e mais cores e mais perfume de flores...
Eu tinha mais amigos, havia mais gente amiga em minha companhia...
As frequentes incursões aéreas naquele tempo de guerra, aumentavam e o pessoal fugia das grandes cidades para se sentir mais protegido na nossa cidade, cercados de carinhos. Protegida pelas montanhas e pelos vales, essa gente, na maioria era parente.
Dona Maria e seu filho Alfredo, antigos agricultores nossos vizinhos, hospedavam o neto e respectivamente sobrinho, Mariolim, moleque de estatura menor, de esperteza superior, meu amigo da cidade grande.
Naquele tempo dividia as travessuras com ele, multiplicando os mal feitos, em especial subtraindo frutos e verduras alheias das plantações vizinhas.
Quando a chuva nos limitava os movimentos, para todos éramos um tormento. Um dia, o desafortunado foi o tio Alfredo, que tinha o quarto no plano térreo e no superior havia o quarto da avó Maria. Para lá chegar, uma escada de madeira de degrau vazado que se iniciava no quarto do tio Alfredo, dando origem a um espaço que servia como depósito.
Ali era guardada a conserva de pepino no vinagre e como em toda construção antiga, todos os espaços tinham serventia e gato também ali dormia.
Um dia, nós resolvemos subtrair pepinos de tio Alfredo. Estávamos nós no doce fazer nada, debaixo da escada, comendo pepinos... Entrou a avó no quarto para ir descansar como toda a tarde fazia, subiu a escada, mas, na metade, cansada parou, levantou a longa saia e sentou... Nós, lá debaixo, vimos tudo, pensamos que ela tivesse sentado em cima do gato que estava ao lado Saímos correndo gritando: A avó amassou o gato, ele nem miou...
fran.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Reflexão -1989


O tempo é frio.
Um neto está gripado.
Minha irmã quer mandar dinheiro, eu não queria.
Irene pediu ajuda ao irmão, e não me disse nada.
Giovanni procurou mamãe.
Teodoro está fechado no quarto, não diz nada.
Cristina quer construir para fugir do aluguel, não aceita ajuda.
Estou com dor de cabeça.
Raffaello telefonou. O carro deu defeito.
São dois dias que levanto cedo, mas não queria.
Elisa veio com os meninos, fez lanche.
Davide saiu e não disse aonde ia.
Levei Telma à missa. Como o passar do tempo nos limita!.
Regina, há dois dias que sai cedo, volta à noite
O entusiasmo anima as pessoas.
Como uma viagem distância!
Foi! Difícil sem! Voltou! Quanto tempo, parece eternidade!
Vou sair, não sei aonde vou. Volto logo, cansado.
Um dia vão me levar. Demoro.

sábado, 13 de junho de 2015

Mulher


Falo de ti criatura, fonte de água pura
a saciar do maior amor.
 dona, amorosa, mãe,esposa,
em ti virtudes repousam.
Tu árvore da vida, consolo, refúgio e amparo
Porque para ti obstruem tanto o viver?
Deixem esta fonte de amor inundar os seus corações,
influenciar atos e pensamentos,subjugar maldade.
Amor vital, que dá e renova
Refaz o que falta no mundo atual
Tu mulher,mulher mesmo,
 estás ausente do mundo.
Deus fez  de ti o maior e mais completo ser .
Seja assim!
fran. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Florada


Surge o sol, ao longe vê-se uma silhueta,
Não dá para saber se menina ou mulher.
Parece que ginga no andar.
É jeito dela provocar?
Mais perto vai chegar.
 É uma flor,melhor digo
Uma florada a encher a estrada.
Os cabelos, pétalas formando coroa
Não digo flor á toa
O busto,um receptáculo floral a tudo sustentar
Corpo esguio envolto até aos pés
a velar o imaginável
É ela  é o meu amor!
 Não anda, não ginga
É como o sol e a lua, ela flutua. 

 fran.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Farol


Na terra do teu jardim germinou.
Tu, minha flor,revelastes os frutos do nosso amor
Na efêmera e inconstância do viver és coluna,
elemento vertical desta nossa vida.
No emanar as virtudes do teu ser, 
és para nós,mercê e graças.
Buquê, símbolo de família unida,
foco luminoso  a orientar,
 encaminhar,ordenar e 
 apaziguar no amor.
fran.
para Regina

O Velho


Quando o dia chega,sai a noite
 parece foi curta,acabou cedo,
O dia também cedo começou,
estes dois parecem não combinar,
nunca brigam,porque nunca estão juntos, 
 O prejuízo é de quem tem juízo e levanta cedo.
Quem tem sorte é a consorte,que por tanto fazer na longa jornada,
 se diz apeada e aí fica deitada. 
 Quem diz que casar é fria é solteiro, 
não sabe o que é um jogo de bola em colchão de mola.
Por isso há outras compensações, 
Dobra-se as mangas e enfrenta-se qualquer situação
Não é nenhum embargo,encargo ou incumbência, 
 mas essência do bom servir.
 Depois sair por aí  a caminhar
 e  fazer tudo o que as  terapeutas dizem que precisa fazer,
o velho vira capeta,
vai para lá,vem para cá,abaixa,levanta.
 Serás que adianta?  (Verdadeira anta !)
Volta murcho da empreitada, de asa cortada.
 A cabeça pesa para o pescoço, no almoço,
a estripulia acabou com o dia.
Deus tenha piedade de quem tem certa idade
e acerte tudo, porque de certo não tem nada.
fran.