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sábado, 20 de junho de 2015

Aos meus filhos


Digo a vocês,falo ao vento, 
as minhas palavras não caem aqui.
Parece que não têm peso,mas quando observo melhor,o vento sopra em outra direção. 
Estou longe de vocês, no tempo e .no espaço.
Para quem semeei o trigo?
As loiras espigas agitam ao vento como saudação a quem agora parte
O vento que sopra nas minhas costas já ultrapassou os montes, mas não venceu, ainda empurra o meu veleiro mais devagar e benévolo
Agora entre o céu e o mar tem mais paz e mais calma. 
Vos amo mais
fran.

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