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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Modernidade

Qualidade e modernidade, sempre foram atualidade, não novidade. A coisa não é tão feia como a pintam, com mil caretas, só para ser pintor ou profeta.Tudo o que acontece é atualidade,agora como foi outrora, ou a qualquer hora. Fazer coisas, sem ter o conhecimento, fazê-las só para ser novidade, é insensatez. É preciso olhos abertos e mente evoluída para que no decorrer de uma tarefa se aja com sensatez e cautela. A popularização do conhecimento geral, a experiência e a participação do homem no processo de mudanças, aproveitando sua habilidade e informá-lo dos fins almejados pelas diretrizes estabelecidas é premente e primordial.

Chefe, coronel, sim senhor, dizia-se em tempo passado.

Precisamos agora: ordem, respeito, carinho, balizanento.

Isto na realidade é modernidade.

Fran.M.
Volta.
Voltou ao meu convívio novamente.
Voltaram a acontecer as coisas,
Floresceu uma rosa, uma só
Mas um buquê é união de rosas colhidas, uma a uma,
que se unem num feixe só.
Assim é o amor: persistência, doação que faz a união.
Fran.M. para Regina

sábado, 20 de fevereiro de 2010


Hoje sou Fran.
Teu amigo, se como tal me aceita, Um dia destes, em um "spray "poético saiu a frase: O decantado amor- uma palavra que não me era nova , mas com outro significado,( com o dicionário na mão, desfiz a dúvida.) Haviam duas palavras iguais para significado diferente, Decantar-engrandecer-exaltar-celebrar. Decantar-passar suavemente um líquido, dar tempo a fim de depositar o material suspenso.Interessante como muitas vezes eu não dei o tempo, não analisei e no ímpeto da paixão não soube ver a realidade. Aplicando na vida, dar o tempo ao tempo, faz- nos ver naquele material suspenso muito mal evitado.Agora sei. Vou sair para outra e outra e outra, Então vamos.
Fran.

Amigo.
Todos os dias são difíceis. Quando a juventude avançar tudo é difícil. Eu que o diga; difícil é virar na cama, dormir, levantar.Prevenir a queda é melhor, mas cair não é fracasso,é percalço na vida Cristo caiu quantas vezes? Você acha que o teu calvário vai ser pista de corrida?Vou dizer mais uma vez. Entrar de cabeça, só se tem certeza que tem a agua na piscina.Dizer que tudo serve como experiência, é sapato usado, não serve para velho que já tem calo,nem para novos que têm outras medidas. Às vezes do exemplo de outras pessoa, aproveita-se algumas coisas.O certo é agir, trabalhar o dia todo,um exemplo:as formigas. Eu sou doido?Elas trabalham o dia todo, andam para frente,para traz, param, parecem comunicar-se, organizadas em filas indianas, ficam dias, semanas, parecem nos dizer. Continuar, Perseverar, ecc ecc ecc.
Fran.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Vos digo
Queria contabilizar os "Deus lhe pague" merecidos, e que com Ele a meu favor tivesse pelas minhas imensas falhas, um indulto.
Amigos, apesar de não ter tanto a esperar dos meus feitos, tenho em quem confiar.
Por Ele fui feito, Ele vai perdoar. Na minha idade não dá para remediar.
Desde quando acreditei ser gente, pensava que a refeição na mesa do povo era proporcionada pelo trabalho A realidade é outra, amigos.Aperfeiçoem o antigo,para poupar trabalho.A aplicação da modernidade é coisa certa e sensata, sabedoria também dos nossos pais.
Mantendo as raízes no passado, abrindo os braços ao futuro, acolham o que de útil vem para melhorar e amenizar o trabalho. Mudar não sempre é moderno, todo um período de observações é preciso. É indispensável a valorização humana no que concerne a vontade, e o desejo de criação e participação Com estas metas a seguir, muitos povos traçaram o seu caminho.
Nos temos nosso passado e devemos ter o nosso caminho a percorrer.
Fran. M.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Os velhos capitães

O mar é o de sempre, não sempre calmo, o céu também. Não são os náufragos de velhos barcos que andam a inventar as coisas. O trabalhador tem um sexto sentido, tem a rádio pião:Vê,compara, tem as suas conclusões. De modo geral, não gosta de novidades.
O relacionamento não é fácil e sereno. O trabalhador estranha atitudes, e escolhas muito prematuras de idéias que ainda não tem passado pela peneira do tempo, e reflete naturalmente um outro tipo de formação, menos guiada que a do passado
O jovem tem oratória, boa memória, iniciativa pioneira a ser ouvida, analisada e aproveitada.
O trabalhador é acostumado a um comando mais disponível, mais fácil de encontrar.
O capitão caminhava entre eles, falava das tormentas no convés, os recebia em seu posto.
Agora correndo de uma reunião para outra, não pode dar a mesma atenção; para ser breve, dá a sua solução e o trabalhador é magoado por não ter sido ouvido e nada ter falado.Queixas chegam, mas não há vontade de comentar; valores estão rolando na enxurrada
Os problemas compartilhados dia a dia impulsionariam uma solução, e preencheriam o vazio do comando, abandonado às moscas.
Os mestres, agora encurralados nos seus cantos, entenderiam as faltas, e saberiam transmitir sua solução cada dia, transformada em linguagem que o trabalhador entenderia apesar do sotaque pernambucano, paraguaio ou italiano.
O novo é traído pelo espírito do moderno, o tempo das discussões quentes, é roubado por inúmeros avisos e procedimentos e até algumas repreensões. Sempre muito educadas.
No final o trabalhador sai com a sensação de que algo perdeu e o interêsse pelos acontecimentos cai. Percebe-se a evasão. O novo comando , afeito às dinâmicas de grupos coloca o assunto em pauta e parece divertir-se com os choques de opiniões. Enquanto o comando se omite, cresce quem pretende afirmar seu ponto de vista, sem base técnica ou ética. É fácil prever as consequências: Grupos dissolvidos, divisões, rancores fermentando. Alguns preferem se afastar, devolver o seu posto
Difícil conciliar interesses coletivos com orgulhos feridos e
interesses pessoais. São problemas complexos.Temos muito a pensar e mudar.

Fran.M.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Momento da despedida.

Queridos amigos, nos planos de Deus, sustentados pela determinação e vossa colaboração, percorremos juntos um caminho de trabalho, nesses últimos quarenta anos.
Poderia ter dado mais. Acalentei sonhos, talvez maiores. Tive grandes ilusões. Faltou fé?Esperança talvez.
Breve vos deixarei nesta encruzilhada. O Senhor há de ensinar-me a envelhecer e convencer-me de que não é nenhum agravo se a comunidade vai me exonerar das responsabilidades, se não solicita mais minha opinião, se escolhe outro para ocupar o meu lugar.
O Senhor há de ajudar a despojar-me do orgulho da experiência acumulada e da vaidade em me julgar insubstituível. Que eu saiba ver no gradativo desprendimento das coisas, apenas a lei do tempo. Que descubra nessa tranfêrencia de encargo, umas das palpitantes expressões da vida que se renova, sob o impulso da Providência.
Que eu consiga ser ainda útil, contribuindo com otimismo e com oração, para a alegria e a coragem de quem recebe as responsabilidades. Que eu viva sem perder o contato humilde e sereno com Deus, convosco e com o mundo em transformação, que não lamente o passado, mas saiba fazer dos meus sofrimentos pessoais, um dom de reparação social.
Que o meu afastamento do campo de trabalho seja tão simples e natural como um sereno, feliz e luminoso pôr do sol.
Fran. -09-1995-

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Desabafo e lamentos.
Como todos os anos,mais um passa.
Nunca gostei de festas de ano novo. Rezava, agradecia os dias que Deus me concedia, a refeição dos dias, o sorrir das crianças todos os dias.
Ultimamente um dos meus poucos prazeres, o trabalho, limitou-se a constatar, ver, concordar.
Aceitar tornou-se rotina. A falha lenta, mas implacável da vitalidade, o avanço da impaciência, a visão enfraquecida, a permanente obstinação de exigências não cabíveis,vão ceifando as possibilidades e isolando-me, sem querer deixá-los.
Nos últimos tempos parece-me falhar a perna esquerda que deveria seguir a direita na contínua repetição, ajudando o bater do coração. Dúbia a esperança. Surge a vontade de voltar para o aconchego do lar.
No meu trabalho não há gritos de crianças, flores, ou perfumes, mas desconforto, suor e ruídos, lá está a desejar limpeza , paz e bom ar, mas o meu viver permanece lá, a juventude lá se foi com ideais, princípios, projetos. Com esta voz agora sem brilho do comando, arranhada pela desconfiança, posso ainda dizer: Me enganar, não! Eu quero é voltar para o meu trabalho que talvez não deu teto aos meus anseios, mas acalentou as minhas esperanças, os meus sonhos e
guarda o túmulo dos meus erros.
Comunicar-se vai se tornando difícil, algumas mensagens chegam aos meus ouvidos distorcidas e o meu dizer, ás vezes chega confuso.
Eu precisava falar dos meus sentimentos.Vocês não conhecem meus sofrimentos e ansiedades,
a principio posso não dizer nada, com mais insistência, soltar uma piada, provocar uma risada.
Na verdade com qualquer fera quebra-se o gêlo passando a mão no pelo.
A custo percebem minha orientação e com esforço parecem absorver como se cada sílaba lhes doesse ao engolir. Eu choro em silêncio um choro triste e mudo, pois chorar de verdade não consigo, volto à rotina com o coração angustiado, trazendo na mente o que dói na garganta.Mas algum dias espero estar respirado aliviado, dos feitos do passado.

Fran. 1994

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



Sexagenário

A princípio, acredito eu, parte de mim é estático, pouco flexivel. O resto da estrutura é elástica, variável, diria até, papel absorvente.
Um processo evolutivo, dinâmico, iniciou na minha vida; se você me conheceu ontem, aqui está outra pessoa. Da vida experimentei mais, encontrei mais coisas nas pessoas que amo e mais amigos ao redor. Estou diferente.
Atribuir valor ao meu ser, por favor, não o faça; estou mudando, aproveitando cada oportunidade, porque se não sabes, a vida é feita de mudanças, esperanças e amor, não perca agora este vento, este feliz momento.
Aproxime-se então, veja, pergunte a meu respeito. No meu rosto, voz e emoção, procure os sinais da mudança e verá que mudei.

Frn.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O dom do amor.
Se não tivesse nada, tenho eu, crente ou ateu, no dom de si, o Criador em mim.
No visão distorcida do contexsto da vida, identificam-se no termo amor, prazer e sexo feito de paixão, não afeto.
Pretenso amor, não como furacão avassalador que passa e deixa destruição e dor, mas quero que tu me invadas como lenta nevada, que mesmo gelada deixa o conforto do teu branco manto, que lembro e acalanto no meu solitário canto.
Adolescentes, jovems e velhos, reflitam como espelhos e sintam a vida aberta a horizontes de amor, alimento da felicidade humana.
Entendam a dinâmica que movimenta e dá sentido à vida, afim de que a tentativa de ser, e a procura da tua autenticidade não sofra, levando tudo ao engano e mágua.
Aspirando um encontro de comunhão, procurando entre grupos, quando convivendo com a diferença de sexo, encontrem o par e o amor, dividam a existência na paz.
Fran.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vida
Vida é feita de coisas, plantas, bichos, e gentes.
Coisas que passam, bichos que às vezes, ameaçam quem por ganâncias não lhes dá espaço para viver
Vida é feita de coisas sem valor, mas o que lhe dá valor é o suor de quem a construiu com trabalho, fé, e amor.
Vida é feita de plantas que dão sementes, brotam se levantam, como gritos rumo ao infinito, frondosas, imponentes, respeitando os direitos de toda gente
Vida é feita por gente, que com abraço sincero, abraça o desconhecido transeunte, transbordando alegria à procura de companhia.
Triste a vida, quano é sem fé, sem esperança. Deus !-Tende piedade dessas vidas
vazias.
Fran

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Honestidade
Garantia e Qualidade.
Lá pelos idos de mil novecentos e quarenta, as coisas não eram moles para o meu lado.
Meu pai, pintor de paredes, trabalho mal remunerado e emprego prejudicado até pelo frio que congelava o cal, naquele tempo praticamente único material barato e o mais usado. Imperativo tornava-se o aproveitamento, quando possível, de todo o tempo da jornada.
Madrugada. Ainda escuro.Lá vou eu de carona, sentado no cano da bicicleta Bianchi, de olhos fechados, seguro no guidom. No solavanco das pedras, abria os olhos e via a areia puxada pela roda atravessar o feixe de luz gerado pelo dínamo, que lhe dava aparência dourada.
Casa velha,de paredes tortas, úmidas e sujas, que a dona, explicando, gesticulando, quer, limpa, lisa, de cor rosa, com flores vermelhas e o rodapé como grama, bem verde escuro.
-Trouxe o futuro pintor? Diz a madame.
- É o meu único filho,tem que aprender e ajudar, ele vai ficar para passar a primeira demão até onde ele vai alcançar, à tarde eu volto, depois das seis, e nós acabamos.
O segundo dia é mais trabalho,mais fiscalização. A flor, a côr, a dor de cabeça no controle da madame. Como combinado:
-Eu quero que ao encostar nas paredes a tinta não saia na minha saia.
Sai desta ! O velho tinha solução, borrifar solução de leite.
A madame, como combinado, conseguiu naquela carestia, onde faltava o pão de todos dias, sabem o quê ? Um litro de leite.
-Meu filho, agora é com você, sabe como fazer, eu acondiciono tudo nas latas, terminando vamos para casa.
Eu sabia. A bomba, grande, cilindrica como seringa, com peneira na ponta, absorvia o litro de leite diluido em um quarto de água e também comprimia e cuspia pelo bico ao simples toque de uma válvula, gerando uma rosa feito poeira úmida, que a parede absorvia e se tornava indelével.
Já era noite, a fome era tanta mas,Virgem Santa, era impossível esse crime.
O subscrito engoliu o leite.
-Vamos ver ! Disse o pai.
Passou o dorso da mão nas paredes, olhou, me encarou e disse:
-Tropeçou ? Entornou ? Amanhã volta com o litro de leite e faça como te ensinei,
a qualidade do meu serviço é garantida por eu ser honesto
Fran.