Desabafo e lamentos.
Como todos os anos,mais um passa.
Nunca gostei de festas de ano novo. Rezava, agradecia os dias que Deus me concedia, a refeição dos dias, o sorrir das crianças todos os dias.
Ultimamente um dos meus poucos prazeres, o trabalho, limitou-se a constatar, ver, concordar.
Aceitar tornou-se rotina. A falha lenta, mas implacável da vitalidade, o avanço da impaciência, a visão enfraquecida, a permanente obstinação de exigências não cabíveis,vão ceifando as possibilidades e isolando-me, sem querer deixá-los.
Nos últimos tempos parece-me falhar a perna esquerda que deveria seguir a direita na contínua repetição, ajudando o bater do coração. Dúbia a esperança. Surge a vontade de voltar para o aconchego do lar.
No meu trabalho não há gritos de crianças, flores, ou perfumes, mas desconforto, suor e ruídos, lá está a desejar limpeza , paz e bom ar, mas o meu viver permanece lá, a juventude lá se foi com ideais, princípios, projetos. Com esta voz agora sem brilho do comando, arranhada pela desconfiança, posso ainda dizer: Me enganar, não! Eu quero é voltar para o meu trabalho que talvez não deu teto aos meus anseios, mas acalentou as minhas esperanças, os meus sonhos e
guarda o túmulo dos meus erros.
Comunicar-se vai se tornando difícil, algumas mensagens chegam aos meus ouvidos distorcidas e o meu dizer, ás vezes chega confuso.
Eu precisava falar dos meus sentimentos.Vocês não conhecem meus sofrimentos e ansiedades,
a principio posso não dizer nada, com mais insistência, soltar uma piada, provocar uma risada.
Como todos os anos,mais um passa.
Nunca gostei de festas de ano novo. Rezava, agradecia os dias que Deus me concedia, a refeição dos dias, o sorrir das crianças todos os dias.
Ultimamente um dos meus poucos prazeres, o trabalho, limitou-se a constatar, ver, concordar.
Aceitar tornou-se rotina. A falha lenta, mas implacável da vitalidade, o avanço da impaciência, a visão enfraquecida, a permanente obstinação de exigências não cabíveis,vão ceifando as possibilidades e isolando-me, sem querer deixá-los.
Nos últimos tempos parece-me falhar a perna esquerda que deveria seguir a direita na contínua repetição, ajudando o bater do coração. Dúbia a esperança. Surge a vontade de voltar para o aconchego do lar.
No meu trabalho não há gritos de crianças, flores, ou perfumes, mas desconforto, suor e ruídos, lá está a desejar limpeza , paz e bom ar, mas o meu viver permanece lá, a juventude lá se foi com ideais, princípios, projetos. Com esta voz agora sem brilho do comando, arranhada pela desconfiança, posso ainda dizer: Me enganar, não! Eu quero é voltar para o meu trabalho que talvez não deu teto aos meus anseios, mas acalentou as minhas esperanças, os meus sonhos e
guarda o túmulo dos meus erros.
Comunicar-se vai se tornando difícil, algumas mensagens chegam aos meus ouvidos distorcidas e o meu dizer, ás vezes chega confuso.
Eu precisava falar dos meus sentimentos.Vocês não conhecem meus sofrimentos e ansiedades,
a principio posso não dizer nada, com mais insistência, soltar uma piada, provocar uma risada.
Na verdade com qualquer fera quebra-se o gêlo passando a mão no pelo.
A custo percebem minha orientação e com esforço parecem absorver como se cada sílaba lhes doesse ao engolir. Eu choro em silêncio um choro triste e mudo, pois chorar de verdade não consigo, volto à rotina com o coração angustiado, trazendo na mente o que dói na garganta.Mas algum dias espero estar respirado aliviado, dos feitos do passado.
Fran. 1994
Nenhum comentário:
Postar um comentário