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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Momento da despedida.

Queridos amigos, nos planos de Deus, sustentados pela determinação e vossa colaboração, percorremos juntos um caminho de trabalho, nesses últimos quarenta anos.
Poderia ter dado mais. Acalentei sonhos, talvez maiores. Tive grandes ilusões. Faltou fé?Esperança talvez.
Breve vos deixarei nesta encruzilhada. O Senhor há de ensinar-me a envelhecer e convencer-me de que não é nenhum agravo se a comunidade vai me exonerar das responsabilidades, se não solicita mais minha opinião, se escolhe outro para ocupar o meu lugar.
O Senhor há de ajudar a despojar-me do orgulho da experiência acumulada e da vaidade em me julgar insubstituível. Que eu saiba ver no gradativo desprendimento das coisas, apenas a lei do tempo. Que descubra nessa tranfêrencia de encargo, umas das palpitantes expressões da vida que se renova, sob o impulso da Providência.
Que eu consiga ser ainda útil, contribuindo com otimismo e com oração, para a alegria e a coragem de quem recebe as responsabilidades. Que eu viva sem perder o contato humilde e sereno com Deus, convosco e com o mundo em transformação, que não lamente o passado, mas saiba fazer dos meus sofrimentos pessoais, um dom de reparação social.
Que o meu afastamento do campo de trabalho seja tão simples e natural como um sereno, feliz e luminoso pôr do sol.
Fran. -09-1995-

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