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segunda-feira, 31 de maio de 2010


Eu também
A vida precisa todos os dias,
nem que seja de um banal sorriso,
de um olhar, de um tocar,
de estar e ser.
Eu também preciso e quero.
Te amo!
(Para Regina)

domingo, 23 de maio de 2010

Hino nacional (italiano)
Fratelli d'Italia, l'Italia s'è desta, dell'elmo di Scipio s'è cinta la testa.
Irmãos da Itália, a Itália levantou-se, com o elmo de Cipião cobriu a cabeça.
Dov'è la Vittoria? Le porga la chioma, ché schiava di Roma Iddio la creò.
Onde está a Vitória? Que lhe sustém a cabeleira, porque foi como escrava de Roma que Deus a criou
CORO

Stringiamci a coorte, siam pronti alla morte. Siam pronti alla morte, l'Italia chiamò.
Cerremos fileiras, estejamos prontos para morrer. Estejamos prontos para morrer, a Itália chamou.
Stringiamci a coorte, siam pronti alla morte. Siam pronti alla morte, l'Italia chiamò!
Cerremos fileiras, estejamos prontos para morrer. Estejamos prontos para morrer, a Itália chamou.
Noi fummo da secoli calpesti, derisi, perché non siam popolo, perché siam divisi.
Há séculos que somos espezinhados, desprezados, porque não somos um povo, porque nos dividimos.
Raccolgaci un'unica bandiera, una speme: di fonderci insieme già l'ora suonò.
Reúnamo-nos sob uma única bandeira, uma esperança: de nos reunirmos, soou a hora.
CORO

Uniamoci, amiamoci, l'unione e l'amore rivelano ai popoli le vie del Signore.
Unimo-nos, amemo-nos, a União, e o amor revelam aos povos os caminhos do Senhor.
Giuriamo far libero il suolo natio: uniti, per Dio, chi vincer ci può?
Juremos tornar livre o solo natal: unidos por Deus quem pode nos vencer?
CORO
Dall'Alpi a Sicilia Dovunque è Legnano, Ogn'uom di Ferruccio Ha il core, ha la mano,
Dos Alpes à Sicília por toda a parte é Legnano, cada homem de Ferruccio tem o coração, tem a mão,
I bimbi d'Italia Si chiaman Balilla, Il suon d'ogni squilla I Vespri suonò.
As crianças da Itália chamam-se Balilla, o som de cada sino tocou às Vésperas.
CORO
Son giunchi che piegano Le spade vendute: Già l'Aquila d'Austria Le penne ha perdute.
São juncos que dobram as espadas vendidas: a Águia da Áustria já as penas perdeu.
Il sangue d'Italia, Il sangue Polacco, Bevé, col cosacco, Ma il cor le bruciò.
O sangue da Itália, o sangue Polonês, bebeu, com o cossaco, mas o coração as queimou.
CORO

A BANDEIRA NACIONAL (Italiana)
A bandeira italiana nasce na cidade de Reggio Emilia a 7 de Janeiro de 1797, quando o Parlamento da República Cispadana, com base na proposta do Deputado Giuseppe Compagnoni, decreta a utilização universal do estandarte tricolor cisalpino (branco, verde e vermelho), inspirado nas cores revolucionárias e napoleónicas, mas, enraizado desde há séculos em muitos governos locais do Norte. Napoleão, tinha acabado a conquista da Península e deixado muitas repúblicas jacobinas para trás. Ainda que apagadas pela momentânea Restauração austríaca, estas forneceram o impulso decisivo para a “compreensão” da bandeira, entendida não como sinal dinástico ou militar, mas como símbolo do povo, das liberdades conquistadas e, portanto, dessa mesma Nação. Deste modo, sufocado pelo Congresso de Viena, o “Tricolore” voltou a flutuar nos motins de 1831 e em todos os motins populares anteriores ao Risorgimento, até se tornar, após 1848, num símbolo inequívoco da reconquista nacional. Feito mesmo na Primeira Guerra de Independência, por Carlos Alberto de Sabóia (acompanhado pelo brasão d’armas da Casa de Sabóia) ficou em uso durante dezenas de anos, até assistir, com as próprias cores, à proclamação do “Regno d’Italia” (Reino de Itália), a 14 de Março de 1861.
Em 1925 deu-se a definição legislativa dos modelos da bandeira nacional e daquela de Estado (esta deveria ser usada nas residências dos soberanos, nas sedes dos parlamentos, nos escritórios e nas representações diplomáticas, acrescentando ao brasão a coroa real).
Por fim, após a criação da República, um decreto legislativo presidencial de 19 de Junho de 1946 estabeleceu a composição provisória da nova bandeira, confirmada pela Assembleia Constituinte na sessão de 24 de Março de 1947 e inserida no artigo 12.º da nossa Carta Constitucional, que recita: "La bandiera della repubblica è il tricolore italiano: verde, bianco e rosso, a bande verticali e di eguali dimensioni" (a bandeira da República é o Tricolor italiano, verde, branco e vermelho, com bandas verticais e de dimensões iguais).
“Fratelli d'Italia”
O Hino Nacional foi escrito durante o Outono de 1847, em Génova, por Goffredo Mameli e musicado pouco depois, em Turim, por um outro genovês, o músico Michele Novaro. O “Canto degli Italiani” (é este o seu título original) nasceu, portanto, na véspera da guerra com a Áustria. A espontaneidade dos versos e o ímpeto da melodia fizeram dele o mais amado canto da unificação, não só durante a época do Risorgimento, mas também nos anos sucessivos. Não foi por acaso que Giuseppe Verdi, no seu “Inno delle Nazioni” de 1862, confiou ao “Canto degli Italiani” - e não à “Marcia Reale” – o papel de representar a nossa Pátria, juntamente com “God Save the Queen” e “A Marselhesa”. Foi quase natural, que a 12 de Outubro de 1946, o “Inno di Mameli” se tornasse o hino nacional da República Italiana.






sábado, 8 de maio de 2010


Onde vivia
Vivia no norte da Italia, em Olate, nos arredores da cidade de Lecco. Um lugar de poucas moradas agrupadas no vale aos pés dos montes. Muito tempo passou, (mil novecentos e quarenta,) agora é reduzido o lembrar de tudo, Deus sabe das coisas! Reduziu o lembrar para amenizar a dor da saudade. A tecelagem, o pátio, os terraços, as escadarias que davam acesso ao campo e às hortas. Como esquecer ?
Do pátio dava-se entrada à moradia, ao corredor, que parecia afunilar todo o vento que descia dos montes e campos .Digo parecia , porque ao passar o corredor, o vento expandia no amplo terraço que havia em frente às portas de entrada, e permitia ver as moradias inferior e superior,dando acesso também ao banheiro comunitário para duas famílias.A primeira porta, de duas bandas, madeira de lei maciça, aberta de dia a mostrar outra de vidro, de uma banda só, fechada a preservar a privacidade. Abrindo da esquerda para direita, a porta de vidro era entrada para dois cômodos. Um ambiente retangular. Imagine a disposição a seguir. Ao abrir a porta para dentro ocultava-se a pia colocada na reentrância de um vão do tamanho da própria porta, onde também na parte superior estavam expostas as panelas; entre o marco da porta e o canto adjacente, o lixo e a vassoura No continuar à direita,à distância do dito vão um palmo,outra reentrância, a janela;dela e por ela via o meu mundo.Embaixo a funilaria, mais para frente do lado direito, a marcenaria, bem pertinho ao meu lado a janela de um vizinho e à esquerda, distanciada uns quatro metros a de outro. A tecelagem lá adiante a confinar com os campos, determinando uma linha onde bondes e carroças transitavam. Às vezes sumiam no nevoeiro, mas sempre passavam lá, como estava lá aquela montanha enorme e grisalha que imponente dava-me medo, pedra vulcânica, que desprendia pedaços que caiam. A continuar sempre à direita, uns quarenta centímetros acredito eu, o segundo canto do retângulo e o marco da porta do dormitório, ao lado um canapé estilo não sei qual, vamos dizer, Carlota ou coisa parecida.Em seguida o fogão a lenha revestido de ladrilhos verdes espinafre contidos com rebites de cabeça grande,redondas e douradas. Exuberante o conduto da fumaça, saía da parte superior da grossura de um pote de conserva de dois litros, cilíndrico, atravessava no ar o cômodo e chocava-se com a parede lateral bem sobre a lareira.Visual forte também o móvel do canto entre a parede do fogão e a lareira, especial a parte superior onde em cada plano, respeitando a hierarquia, pousavam em fotos os antepassados. Na parte inferior, o reinado de Baco, o vinho indispensável no quotidiano. A cristaleira e lareira dominavam a terceira parede do cômodo, na saliência superior da lareira, entre adornos, dois castiçais de bronze do tamanho de uma garrafa. Na parte inferior a lareira propriamente dita,sempre velada com painel de saco pintado a óleo retratando verdes campos.
A quarta parede em frente ao fogão tinha uma janela de onde via-se o terraço da entrada, à direita um móvel como cômoda , de duas portas, onde estava o fogão de duas bocas a gás, entre o móvel e a parede, no chão o medidor do gás. Á esquerda a máquina de costura, na parede a gaiola do canário junto ao marco da porta de vidro da entrada. Todo isto, rodeando a mesa retangular de perna roliça com o tampo de linóleo. Na descrição da entrada mencionei o terraço e o banheiro comunitário Este merece consideração singular. Por falta de água no local na instalação da privada turca pensou-se em aproveitar a água dos dias de chuvas, para limpeza, despejando em telha colonial a descarga pluvial da morada vizinha. Imagine-se agora no banheiro, agachado no processo a desenvolver,se também as nuvens resolvessem soltar a sua porção. A água misturando, a máquina molhando e lá do fundo do canudo o ronco agudo.
O quarto: Atrás da porta, na parede, um cabide repleto de roupa, uma janela, duas camas de solteiro separadas por cama de casal e criados mudos. Na cabeceira desta, um quadro: moldura larga, lisa madeira brilhante, ressaltando a escultura em bronze, alto relevo, da Virgem Maria com o Menino Jesus.
Completava um armário ladeado de duas cômodas, os móveis todos ornamentados em bronze Como em trono, sobre uma cômoda, protegida com uma redoma, estava: Convite a orar, a imagem da Virgem Maria.
Fran.