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domingo, 23 de maio de 2010

A BANDEIRA NACIONAL (Italiana)
A bandeira italiana nasce na cidade de Reggio Emilia a 7 de Janeiro de 1797, quando o Parlamento da República Cispadana, com base na proposta do Deputado Giuseppe Compagnoni, decreta a utilização universal do estandarte tricolor cisalpino (branco, verde e vermelho), inspirado nas cores revolucionárias e napoleónicas, mas, enraizado desde há séculos em muitos governos locais do Norte. Napoleão, tinha acabado a conquista da Península e deixado muitas repúblicas jacobinas para trás. Ainda que apagadas pela momentânea Restauração austríaca, estas forneceram o impulso decisivo para a “compreensão” da bandeira, entendida não como sinal dinástico ou militar, mas como símbolo do povo, das liberdades conquistadas e, portanto, dessa mesma Nação. Deste modo, sufocado pelo Congresso de Viena, o “Tricolore” voltou a flutuar nos motins de 1831 e em todos os motins populares anteriores ao Risorgimento, até se tornar, após 1848, num símbolo inequívoco da reconquista nacional. Feito mesmo na Primeira Guerra de Independência, por Carlos Alberto de Sabóia (acompanhado pelo brasão d’armas da Casa de Sabóia) ficou em uso durante dezenas de anos, até assistir, com as próprias cores, à proclamação do “Regno d’Italia” (Reino de Itália), a 14 de Março de 1861.
Em 1925 deu-se a definição legislativa dos modelos da bandeira nacional e daquela de Estado (esta deveria ser usada nas residências dos soberanos, nas sedes dos parlamentos, nos escritórios e nas representações diplomáticas, acrescentando ao brasão a coroa real).
Por fim, após a criação da República, um decreto legislativo presidencial de 19 de Junho de 1946 estabeleceu a composição provisória da nova bandeira, confirmada pela Assembleia Constituinte na sessão de 24 de Março de 1947 e inserida no artigo 12.º da nossa Carta Constitucional, que recita: "La bandiera della repubblica è il tricolore italiano: verde, bianco e rosso, a bande verticali e di eguali dimensioni" (a bandeira da República é o Tricolor italiano, verde, branco e vermelho, com bandas verticais e de dimensões iguais).
“Fratelli d'Italia”
O Hino Nacional foi escrito durante o Outono de 1847, em Génova, por Goffredo Mameli e musicado pouco depois, em Turim, por um outro genovês, o músico Michele Novaro. O “Canto degli Italiani” (é este o seu título original) nasceu, portanto, na véspera da guerra com a Áustria. A espontaneidade dos versos e o ímpeto da melodia fizeram dele o mais amado canto da unificação, não só durante a época do Risorgimento, mas também nos anos sucessivos. Não foi por acaso que Giuseppe Verdi, no seu “Inno delle Nazioni” de 1862, confiou ao “Canto degli Italiani” - e não à “Marcia Reale” – o papel de representar a nossa Pátria, juntamente com “God Save the Queen” e “A Marselhesa”. Foi quase natural, que a 12 de Outubro de 1946, o “Inno di Mameli” se tornasse o hino nacional da República Italiana.






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