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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

 
Ombro "congelado"
Capsulite. Nome estranho, por isto
me acanho com tamanho palavrão
só explícito há compreensão
A esta idade que vegetar já é bondade Divina.
Sem movimento do braço direito,e o esquerdo com defeito
O efeito foi direto,
Apareceu uma dor no pescoço,e uma dor nas pernas.
Doem os ossos do esqueleto inteiro.
Graças a Deus não tenho ponte safena,
ma se dizer que o intestino não dá passagem,
lá vem uma lavagem,
Já tiraram pedras dos meus rins,
das pernas as veias safena.
Esses caras,não tem pena e
da uretra aumentaram a vazão
Uma noite cai da cama,examinaram,
falaram que era um A.V.C.
minha sorte estava aí: minha consorte,
pra ver e socorrer e parou ai,
Se vai até o Z do alfabeto, eu era cadáver direto
Fran.
 
 
O meu ser
Como grandioso é o meu ser!
Semelhante,só ao do meu Senhor
Abro os olhos e em lampejo,
coisas vejo e neste ver,
mil coisas há para ver. Só há para agradecer.
Meu Deus e Criador,
perdoa este mau humor
que às vezes crio ao meu redor,
este criar caso, que às vezes
surge por acaso, por um simples atraso
Perdoa este não tolerar o
repetido falhar,que com o passar
do tempo, irei acertar
Para toda minha imperfeição
conceda, ó Deus, solução
Fran.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

 
Bandeira
Bandeira simboliza união,comunhão de idéias e interesses
Em geral feita de pano, que exposta,posiciona-se a mercê do vento
Idéia, objetivo e, interesse, são também bandeiras com regras rígidas
muitos pensam removê-las a seu bel prazer ,como
o vento pode mover, grão por grão a areia de uma duna.
Corrompendo, corroendo, desviando,
minando os princípios de honestidade
e ética de quem quer que seja.
Muitos ausentando-se na defesa
das próprias idéias facilitam o dizer de quem se diz
sem ideologia,agnóstico ou ateu,
que dizem respeitar a definição alheia
mas a ridicularizam
Digo muitos Mas,vocês mesmos
como morcegos, voam cegos no escuro,
dão guinada,saem dizendo saber de nada,
para não se lascar
teleguiado por um monte de safados.
São vossas a escolha da ideologia,da religião,ou dos líderes.
Vos sentís perdidos? Vossa é a culpa, batei no peito.
Fran.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

 
Voar
Quando jovem queria voar.
Agora na juventude avançada,
não para me gabar,
fico o dia inteiro de cabeça no ar e
as atitudes da juventude quereria imitar.
Mas a estrutura não aguenta a curvatura
e aos trancos e barrancos
fico em pé, encostado em um canto
Quando a fraqueza me solta estou de volta
Por que não desistir? Não sei dizer.
Mas quem não quer viver?
Nascer é por acaso
morrer um dever,
mas quem quer?
Fran
 
 
Borboleta
Nas montanhas, nos vales e
planícies,perambulas.
Parece bobice, vais pra lá, vens para cá
sem rumo pra andar
às vezes pousas na pedra ou na rosa
bates as asas pareces cansada.
Ou pensas no amor do passado
esvaído,perdido?
Não importa,torna a bater asas e dar voltas
pousando aqui e acolá só para não lembrar
O mundo gira, vem outra primavera
outra era, não mais como era.
No teu viver,vive a contento,
vive do momento.
Fran. 
 
Tenho um pouco
Do tudo, tenho um pouco para viver
Deste tudo não tenho nada
sem você, o bem mais valioso
Foste flor, foste rosa, hoje mais que flor
meu amor, minha esposa meticulosa
O tempo impiedoso deixa ao relento
o relato de fatos passados que desgastam, mas
Quem não tropeça no caminho de tantas adversidades?
Adversidade não é maldade.
É prova de Deus
Se vencer, ganha nota dez
Fran.

domingo, 9 de dezembro de 2012


 
Amo você
Amo você mulher. porque a meu ver
és o superlativo do ser
Inspiradora deste amor que estimula criatividade
de escritores e artistas
Este elixir que a mentira do coração atribui a si
É do intelecto e não é o que vem do peito,
o coração que só faz tum ...tum..
e que por tudo um pouco
é causa de sufoco.
Este amor sensato em seus hábitos regrados
vê em você a rainha do que foi gerado
Fran.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

 

Oratório

O que eu dizia?.. Dizia agora há pouco,mas não lembro mais
Esta minha juventude adiantada brinca, só lembra com o que já se passou há muito tempo.
Os miolos parecem transbordar só de lembranças do passado que os meus oitenta anos incentivam a recordar
Os sinos da paroquia e do em torno parecem competir,uns tocam ao mesmo tempo,outros
separados. Uns,a primeira, outros a segunda ou terceira chamada, para assistir à Santa Missa, preceito para todos os paroquianos.
Domingo.Dia de tomar banho, de vestimenta melhor, calçar sapatos.
Perdoem vou me colocar lá, na época
Não havia banho, lavava-se o rosto na pia da cozinha.Fora da moradia, no terraço a privada turca era comunitária.
Vestimenta? As de sempre,mas limpas. Sapatos? Os da primeira comunhão.
Papai, mamãe, nós, éramos pobres?Não!Não havia pobres, ninguém sabia a diferença.
Éramos felizes.
Após a Santa Missa os paroquianos confraternizavam-se na pequena praça,
no piso calcado com brita, Brincavam os meninos,e conversavam os adultos até a hora da refeição.Após concluídos todos os preceitos a juventude tinha disponível toda a tarde até ao anoitecer, para brincadeiras e jogos.
Surge aqui o`Oratório.Esta palavra não tem relação nenhuma com oratória,eloquência ou casa de oração mas,de jogos, brincadeiras,leituras, teatros de marionete e muito mais.
Descrever?Impossível Era tudo! Tudo quanto possível dizer.As fotos melhores do mundo não podem revelar o que lá existe.Dos altos eucaliptos que determinam o perímetro do campo,
no outono caem grande quantidade de folhas,onde imaginários cavalos bípedes,pulam,deitam, e relincham envoltos em sonhos de cavalgadas em vastas pradarias
Em recinto reservado,no meio das árvores de amoreira, um carrossel impulsionado manualmente,roda em volta a um eixo tonteando a meninada.
Um grupo bem numeroso,gritando e correndo no perímetro do campo,tenta fugir seguido de quem, com a bola supostamente envenenada,tenta golpeá-lo.
Não sei das medida de um campo para o jogo de futebol,mas aquele campo,era com certeza oficial.O jogo era sério não simples pelada.Jogavam digo, porque,eu por ser a negação por este jogo, tinha contacto com a bola quando acidentalmente desferiam uma bolada na minha testa
Na sala de leitura após um tempo de ensino religioso, a leitura da História Sagrada para infância era,aceita com boca aberta e ouvido em pé Deliciava-nos.
Todas as atividades com mérito eram premiadas,ao findar do ano Na aproximação do Santo Natal eram entregues peças representando personagens que compunham o presépio em quantidade equivalente aos premios conquistados nos jogos.
Nos dias de forte calor, eram as barras de gelo que, moidas no valente moinho, temperavam o corpo, unido a adocicadas essências, licor de tamarindo,anis, ou não sei mais qual ingrediente.
Tenho muito mais a dizer daquele tempo, que manteve e mantém até hoje balizando o comportamento e a ética daquela meninada e juventude agora adulta.
Respeito,obrigação,tradição,dever,tudo parecia inato nos adultos, na juventude e nas crianças, aceitava-se sofrer mais,ter mais amor e compaixão na convivência.
Acredito e tenho fé que a ordem das coisas volte a se ordenar, como a água que vem do céu volta à terra, seu lugar
                                                                fran.
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

 
A benção dos campos
Transcorreu mais de meio século, especificamente setenta anos.O mundo mudou? O mundo não mudou nada, muda, transforma-se o ser humano.Que não mais diz ser. Diz que ele é, como tal arroga-se transformar o mundo, rebelde às leis mais sacrossantas que não poderiam ser violadas
Daqueles tempos, do que me lembro,conto agora.
Em um pequeno bairro na encosta dos montes,habitavam poucos mais de mil almas, como era costume identificar a densidade da população,Uma igreja edificada em honra aos Santos Vitale e Valeria com nome de Olate que, pertencente à diocese de Milano era o núcleo. Um santo padre, Padre Bonfanti zelava pelos paroquianos e por todas as tradições e costumes do passado.Nós morávamos em um grupo de moradias um pouco mais perto do monte,Uma família de quatro pessoas que participava dos eventos da paroquia Eu tinha dez anos, frequentava quase diariamente a celebração da Santa Missa incentivado pela mamãe zelosa e assídua na religiosidade. Como diziam as tradições, a bênção dos campos era um dos atos que com finalidade de uma auspiciosa colheita em clima propício praticava-se em data que a mente me falha,No dia determinado,bem cêdo, antes da celebração da Santa Missa que era celebrada às seis horas, quando lá longe vislumbrava-se que o sol ia surgir, Padre Bonfanti e o coroinha,( eu mesmo) íamos pelas estradas e trilhas que levavam ao alto do monte para a consumação do rito
Imaginem,vislumbrem agora Padre Bonfanti, estatura mediana,apressado, com sapatos um centímetro maiores do que os pés, de batina preta e sobrepeliz (Túnica de linho branco)barrete eclesiástico(Chapéu)que deixava salientes os caracóis pratas? Seguido, do coroinha,de cabeça baixa, ainda meio dormindo,atrás do padre, atordoado com a visão do repetido entra e sai dos pés nos sapatos do próprio? Tropeçava nas pedras a cada passo, derramando água benta do aspersório que transportava.
Chegando, o sol já clareava, via-se a cidade de Lecco inteira,o lago,os montes em volta. Apressadamente Padre Bonfanti colocava a estola(Símbolo da dignidade sacerdotal) iniciava a aspergir à direita,e à esquerda, na frente e atrás borrifando os campos do entorno, pronunciando palavras que para mim, eram dos Ostrogodos.O ritual era rápido feito com fé conciliado com todo o povo.
O retorno sempre apressado era facilitado pela descida, gratificante, porque o povo a essas horas nas ruas dava início ao dia,e ao nosso encontro reverenciava-nos em agradecimento.
Pensando bem,quantas coisas presenciei e vi nos oitenta anos da minha vida!
Um raio de sol aqui agora, atravessa a fresta da janela,
Mais um dia. Obrigado, meu Deus e Senhor
Ressoa entre paredes do apartamento uma ténue voz.
A bênção vovó! Deus te abençoe, meu amor!
Como posso acreditar que é a evolução da natureza que comanda e transforma tudo?
Deus os perdôe, não sabem o que dizem.
fran.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eu.
Sonho você
Acordo com você
Levanto com você
Penso em você
É dia com você
Tem sol com você
Só isto?
Todos dizem: Só isto?
Não dizem nada.
Eles são mudos,
Mudo é o mundo
fran.
para vocês.mulheres

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Desconhecimento
Existem indivíduos inteligentes que
não conhecem modos ou métodos
de fabricação,como operam-se máquinas
e desenvolvem-se processos, mas que
se interpelados a respeito, temos deles
surpreendentes sugestões .
É possível fazer, por um experto tal experiência !
Absurdo,perda de tempo?
Não é como parece ser!
Um exemplo é o dizer do povo:
"Deus ajuda os bobos e os bêbados"
Por que?
No dizer e fazer deles,nos ousados atos e dizeres
não conectos, fazem coisa incomum dar certo.
Não sempre o saber
está na ciência, também existe na experiência,
na vontade do querer e na premente
necessidade do viver
Indivíduo inescrupuloso passa a outro, que
de boa fé assume responsabilidade,
obrigação e função, que dele não são próprias.
.Sim. Sem preparo, sem amadurecimento
profissional, ou de idade.
Nêsses ambientes de constrangimento,
empreende-se trabalhos que sem
influencia de conceitos pré estabelecidos ou normas
criam-se novos métodos e peças,ás vezes mais eficientes
que tornam-se motivo de cartas patentes.
fran
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012




 
Bebo pouco a pouco
Deus tenha piedade da terceira idade
pela mercê mesmo sem saber qual é
Carrego sonhos, para sonhar e
um fardo para deles me lembrar.
O espelho reflecte que
do copo bebo pouco a pouco
e o meu copo nunca é oco
sempre tem um pouco
Se feliz eu sou,
alguém sempre me amou
e pude fazer feliz, todos quem quis
a vida, me cobrou o que fiz.
Muitas coisas vi acontecer
Deus obrigado foi um prazer.
fran.


domingo, 12 de agosto de 2012




Bola de papel
Embolei, joguei no cesto,saí. Voltei, não sei porque,
olhei para aquela bola de papel e um arrepio correu o meu corpo
Fiquei ali parado, pensando.Sabia o motivo? Sabia! 
Vou contar.
Será que este país que dizem ser o país da bola,não dá bola 
para a bola de papel que me esquentou no frio ?
Lá em casa, não éramos pobres, porque pobre é o rico quando
tem pouco dinheiro no bolso.Mamãe dizia que nós éramos ricos da
graça de Deus.
Quando menino, o inverno é mais frio?Talvez ao encolher-se pelo frio.
nos  dava a sensação que ao lado de tanta neve branca, éramos menores 
e o frio maior. 
Papai no inverno, pela sua profissão ficava sem trabalho.
Era pintor de brocha.As pinturas das paredes eram feitas com cal, sujeita
a congelar.Ninguém pintava casas no frio,esta a razão do desemprego
O fogão a lenha tinha duas funções: espantar o frio e cozinhar.
A lenha era a vilã e o carvão, fora de cogitação.Não haviam
meios financeiros  para adquiri-lo.Em todos os períodos do ano quando
possível, subíamos aos montes, percorríamos os leitos dos rios recolhendo
as raízes, galhos, restos de madeira,cascas e serragem, quando havia.
 Armazenava-se tudo em um casebre rústico comum a toda a comunidade
onde cada qual tinha um espaço determinado
 Cercado com tábua o canto reservado para a bola de papel que
o vô Francesco instruiu a Davide, meu pai como fazer, 
E haja papel! De molho no tambor onde papai o depositava, a água degradava,
a robusta mão comprimia e o sol secava, Nada iria sobrepôr a tanto
querer. A bola queimando, vence e substitui o carvão e a lenha. O frio ?
Ninguem mais sentia.    
                                             fran.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012


 Tempos que não voltam mais

Estou acabrunhado,o tempo frio ,cinzento em poucas palavras gris.
Isto acontece quando,o rastro do passado é maior do que a esperança
do futuro e vêm lembranças tristes de uma infância feliz.
Digo coisas sem pé nem cabeça? Parece!
Mas é assim mesmo, naquele tempo tinha foguete no pé para andar e
cabeça só para brincar.
Já se foram 68 anos. 1944, Setembro ou Outubro.
Papai longe a trabalho na Alemanha,no último escrito que havia
chegado,dizia que na confusão das repetidas incursões aéreas tentaria
desertar do trabalho e atravessar, com auxílio de um amigo alemão,
a fronteira.
Eram dias difíceis.O exército americano havia desembarcado na Sicília.
Os partigianos, com apoio do povo, lutavam em oposição aos alemães
O edifício destinado a escolas primárias até então ocupado por um
destacamento da cavalaria alemã foi abandonado,razão pela qual a
molecada invadiu e apropriou-se de tudo um pouco.Máscaras antigas,
botas,capacetes,sinalizadores.munição, armas de todo tipo. Não havia
brinquedos,mas tudo era brinquedo para nos
Porque tudo isto vem à mente ? Um nó na garganta sufoca.
Aquele sofrimento era no corpo de todos e muito mais dos adultos e doía
na alma Para os meninos tudo era brincadeira
Era Setembro,período que as castanheiras nos vales ao pé dos montes que
circundam a cidade, iniciavam o amadurecimento das primeiras castanhas,
Caindo, ocultavam-se nas moitas,arbustos, ou capim.
Grupo de moleques percorria os vales e pacientemente perscrutava e
as recolhiam,
Isto era possível quando a tornar-se madura a primeira,caiam e pouca era
a vigilância do proprietário.Mas neste caso que bem me lembro e vos conto,
não foi bem assim: o proprietário,e os capanga à espreita vendo os otário
libertaram os cachorros.E lá, nós, morro abaixo a solapar,abalar,enfraquecer
e cair.Os cachorros ao redor todos latindo, parecendo rir.
O proprietário e seus capangas desciam o vale brandindo chicotes, talvez
só  para intimidar,Mas também eles se deram mal.O moleque, o mais arteiro,
detonou e lançou,certeiro o sinaleiro surrupiado no destacamento dos alemães,
Não sobrou um de pé,até os cachorros voltaram de  marcha ré.  









 

domingo, 5 de agosto de 2012


Beleza
Falar ?
Falar o que e porque de um assunto
que não tenho nada a dizer?
Beleza é uma pua,(espora)
que cada um briga com a sua
não importa se de ouro ou de prata
pode ser até de lata
o que importa, que na ata
declarem que você é uma gata,
que la pelas tantas,
mia, mexe o rabo e canta.
Em tempo passado mulheres gordas
e anjinhos pelados,
em todas pinturas eram admirados.
Hoje dizem bela, mulher magricela,
desfilando em passarela.
Patriota não seja idiota,nesta vida dura,
beleza é frescura
fran.
´Lá ao monte chegou.
Ou falta pouco
Visão total de todo o entorno.
Lá longe
Lá passei muito tempo
de lá sei,há muito tempo e
gravado no gramofone está
tudo o que era de lá,musicas antigas,belas
porque não dizer também mazelas?
Entrevejo agora leve declíve,
facilita mas o cansaço persiste.
Não há novidade, não há outra seta
que indique outra meta
é lá que vai me levar.
fran
(lá tempo lá lugar)
 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Foi
Alimenta o pensar o que já foi
De leve blusa, na brisa da manhã de sol,
gingando o corpo inteiro
Criatura bela.
Só ela.
É ela que vai e com ginga
zomba,brinca
muda a monotonia
e nos afazeres impulsiona o dia
Só ela.
Parece incitar, provoca e convoca
as fofocas
Tem quem diz, ela é boa,
Tem quem diz, ela é a toa.
Mas tantas e múltiplas as cotações
que ganha admiração.
Só ela
Bondosa ,generosa,boa prosa
nas posturas toda de cor rosa.
fran.

domingo, 22 de julho de 2012


A amava

A amava.Não era para ficar
mas o tempo passou, enganou o amor,
enganou o querer,e longe ficou
o sonho que o passado sonhou.
O tsunami da vida levou a possibilidade de querer.
No rescaldar dos acontecimentos,não há
ombro onde chorar.
Na solidão,não é difícil justificar
 a razão da saudade

Fran
.para mamae

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Amor
O amor é um sol que não se apaga.
 Nasce e se põe,
Volta a nascer e se
pôr em outro lugar.
Mas amanhã aqui, vai voltar
fran 
Estações do ano
Ainda no berço alguém
longe daqui, gravou em mim
o que se estabeleceu ser eterno,
Primavera, verão,outono,inverno.
Não sei se rítmico ou casual,
também na vida sucede igual
este mudar de ser da gente como mudam
as estações no ano

Estação de primavera colhem-se
do nada as flores plantadas.
Tem dias de bons atos, surge o bem querer

Estação de verão, dias quentes,
Tem dias que, em discutir ardente,
magoa-se muita gente

Estação outono que tudo dá
retorno, na colheita do seleto plantio.
Tem dias que aparece e colhem-se
o resultado da nossa labuta

Estação de inverno, dias curtos,frios
Tem dia que não se aceita o desafio,
que viver também é sofrer e perder
, 

Volta
Será que esperar a volta de quem foi vai acabar?
Porque não volta já
Por que tanta ansiedade por um instante
de quem nem sabe da espera que dele há ?
Realidade triste de quem na incerteza insiste
Miopia da paixão que inquieta o coração
Alimenta-se da fé para que a seu tempo
ocorra o retorno da paz
Fran.

O Tal
 O homem Ideal, no andar a noite ou de dia encontra-se nas vias
Confunde-se na multidão,o raro garanhão, "no bom sentido "do
dizer, para não ofender
Está difícil de achar,mas quem tem a dica explica
Se quiser coisa boa, seleciona entre quem não fica a toa
Você acerta por inteiro ao escolher um tesoureiro
Gostou ou não da pinta,
Seja o que Deus quiser, bom ou ruim,
Fica ele como é
Cavalgar nesta vida, o cavalo tem que ser bom.
Descabeçado pode te deixar no descampado
No campo despovoado, vai arrepender da escolhas do passado
Agora no presente a idade domina a vontade e o querer não é poder
Seja como for, procurar o tal, não é um mal,
É um querer que pode valer, se escolher bem
A sorte aporta se você abre a porta
Fran


Amar só para te amar
 Solidão, que dó! Com tanto amor para dá,
amar a esmo, como amo a mim mesmo?
Amar para amar?
Com este amor doado sentir-se recompensado
não é utopia, ou fantasia?
Mas o retorno desta utopia ou fantasia
é mais do que eu queria.
É fermento nos momentos de solitude
a elevar o pensamento, a refletir e agir,,
reencontrar a razão do viver
Fran


Você
 Você existe.
O meu pensamento insiste
pensar em você.
Qual vento trouxe este doce querer pensar?
E se o vento passar, com ele o
pensamento também vai levar?
Não você fica
Se não queres ficar vá
Vou te esperar.
Grande a espera porque longo é o caminho?
Em mim, pensa um pouquinho.
 fran.


quarta-feira, 9 de maio de 2012


Por-que.
Insensato coração, me deixas sem explicação
Diz que me ama como outrora,
 mas quer que eu lhe dê um tempo agora
Diz que é só fase passageira,
como a da lua,
ela volta como era, outra vez inteira
Deus queira!
Neste céu infinito,
neste mundo esquisito
dito moderno,é um inferno
conviver,com-partilhar pensamentos
mutantes, todos os instantes,
Preciso conhecer,o firme saber do teu querer
Fran 
Postado por Fran às Terça-feira, Maio 08, 2012 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Exceção
Viveiro infinito de mil seres esquisitos
motivos de inspiração,
neste mundo sempre em evolução
Ela
Toda diversa, boa à beça
sempre motivo de exaltação
De ataque traiçoeiro, sensual e ligeiro
Olhar profundo, sutil penetrante,
memoria de elefante
De tudo tem noção
sempre tem razão
Por tal ser, eu estranho e acanho
fico a ver, como vou fazer.
Porque entre admiração,e reprovação
confunde-se o coração
Fran.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sentir o
Tempo fugir
Corpo trair
Amor sumir
Futuro esvair
Não insistir
Desistir
Não agir
Querer regredir

Vai acontecer
se o meu amor
morrer
Fran

Amigo moleque
Moleque de adiantada idade, 
e pouca idoneidade
menino criado solto na rua.
A razão é sempre sua
Carácter variável ao vento
todos os momentos.
Humor?
Que horror!
Mas tão grande o te querer, 
que não pode morrer
A solidão que me deixas
assola o meu viver
A outro não sei dizer
o que diria a você  
Fran


Perdoa


Perdoa

Perdoa-me o mal que te fiz
não foi porque eu quis
Acontecem coisas assim sem querer
atrapalhando o bom viver
Perdoa, não alimenta, alivia esta dor 
No passar do tempo,há momentos
que no ir, vão se diluir
Tão grande o te querer, 
que não pode morrer
A solidão que me deixas
assola o meu viver
A outra não sei dizer
o que digo a você 

Para ti Regina 
Fran

sábado, 21 de abril de 2012

Acaso e Obrigação

Acaso e Obrigação
Nascer é um acaso.
Vida a gente usa, talvez abusa dela
não preocupa,planta e cultiva,
Tens a vida e não és dono dela mas vive n´ela.
Utopia!
Obrigado és a morrer
Valor tem a morte que da vida tem o corte
se na colheita o fruto tem valor
ganha o produto e o produtor
Fran.

domingo, 1 de abril de 2012

Quadrilátero
Vida.Amor.Doença.Saúde
Doença percalço na luta pela vida
Vida palavra de saúde plena
Saúde palavra do bem estar,
Amor palavra de bem,a realizar,
Doença=saúde-vida-amor 
Vida=saúde-doença+amor
Saúde=vida+ amor-Doença
Amor=saúde+vida-doença
Fran