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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Desconhecimento
Existem indivíduos inteligentes que
não conhecem modos ou métodos
de fabricação,como operam-se máquinas
e desenvolvem-se processos, mas que
se interpelados a respeito, temos deles
surpreendentes sugestões .
É possível fazer, por um experto tal experiência !
Absurdo,perda de tempo?
Não é como parece ser!
Um exemplo é o dizer do povo:
"Deus ajuda os bobos e os bêbados"
Por que?
No dizer e fazer deles,nos ousados atos e dizeres
não conectos, fazem coisa incomum dar certo.
Não sempre o saber
está na ciência, também existe na experiência,
na vontade do querer e na premente
necessidade do viver
Indivíduo inescrupuloso passa a outro, que
de boa fé assume responsabilidade,
obrigação e função, que dele não são próprias.
.Sim. Sem preparo, sem amadurecimento
profissional, ou de idade.
Nêsses ambientes de constrangimento,
empreende-se trabalhos que sem
influencia de conceitos pré estabelecidos ou normas
criam-se novos métodos e peças,ás vezes mais eficientes
que tornam-se motivo de cartas patentes.
fran
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012




 
Bebo pouco a pouco
Deus tenha piedade da terceira idade
pela mercê mesmo sem saber qual é
Carrego sonhos, para sonhar e
um fardo para deles me lembrar.
O espelho reflecte que
do copo bebo pouco a pouco
e o meu copo nunca é oco
sempre tem um pouco
Se feliz eu sou,
alguém sempre me amou
e pude fazer feliz, todos quem quis
a vida, me cobrou o que fiz.
Muitas coisas vi acontecer
Deus obrigado foi um prazer.
fran.


domingo, 12 de agosto de 2012




Bola de papel
Embolei, joguei no cesto,saí. Voltei, não sei porque,
olhei para aquela bola de papel e um arrepio correu o meu corpo
Fiquei ali parado, pensando.Sabia o motivo? Sabia! 
Vou contar.
Será que este país que dizem ser o país da bola,não dá bola 
para a bola de papel que me esquentou no frio ?
Lá em casa, não éramos pobres, porque pobre é o rico quando
tem pouco dinheiro no bolso.Mamãe dizia que nós éramos ricos da
graça de Deus.
Quando menino, o inverno é mais frio?Talvez ao encolher-se pelo frio.
nos  dava a sensação que ao lado de tanta neve branca, éramos menores 
e o frio maior. 
Papai no inverno, pela sua profissão ficava sem trabalho.
Era pintor de brocha.As pinturas das paredes eram feitas com cal, sujeita
a congelar.Ninguém pintava casas no frio,esta a razão do desemprego
O fogão a lenha tinha duas funções: espantar o frio e cozinhar.
A lenha era a vilã e o carvão, fora de cogitação.Não haviam
meios financeiros  para adquiri-lo.Em todos os períodos do ano quando
possível, subíamos aos montes, percorríamos os leitos dos rios recolhendo
as raízes, galhos, restos de madeira,cascas e serragem, quando havia.
 Armazenava-se tudo em um casebre rústico comum a toda a comunidade
onde cada qual tinha um espaço determinado
 Cercado com tábua o canto reservado para a bola de papel que
o vô Francesco instruiu a Davide, meu pai como fazer, 
E haja papel! De molho no tambor onde papai o depositava, a água degradava,
a robusta mão comprimia e o sol secava, Nada iria sobrepôr a tanto
querer. A bola queimando, vence e substitui o carvão e a lenha. O frio ?
Ninguem mais sentia.    
                                             fran.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012


 Tempos que não voltam mais

Estou acabrunhado,o tempo frio ,cinzento em poucas palavras gris.
Isto acontece quando,o rastro do passado é maior do que a esperança
do futuro e vêm lembranças tristes de uma infância feliz.
Digo coisas sem pé nem cabeça? Parece!
Mas é assim mesmo, naquele tempo tinha foguete no pé para andar e
cabeça só para brincar.
Já se foram 68 anos. 1944, Setembro ou Outubro.
Papai longe a trabalho na Alemanha,no último escrito que havia
chegado,dizia que na confusão das repetidas incursões aéreas tentaria
desertar do trabalho e atravessar, com auxílio de um amigo alemão,
a fronteira.
Eram dias difíceis.O exército americano havia desembarcado na Sicília.
Os partigianos, com apoio do povo, lutavam em oposição aos alemães
O edifício destinado a escolas primárias até então ocupado por um
destacamento da cavalaria alemã foi abandonado,razão pela qual a
molecada invadiu e apropriou-se de tudo um pouco.Máscaras antigas,
botas,capacetes,sinalizadores.munição, armas de todo tipo. Não havia
brinquedos,mas tudo era brinquedo para nos
Porque tudo isto vem à mente ? Um nó na garganta sufoca.
Aquele sofrimento era no corpo de todos e muito mais dos adultos e doía
na alma Para os meninos tudo era brincadeira
Era Setembro,período que as castanheiras nos vales ao pé dos montes que
circundam a cidade, iniciavam o amadurecimento das primeiras castanhas,
Caindo, ocultavam-se nas moitas,arbustos, ou capim.
Grupo de moleques percorria os vales e pacientemente perscrutava e
as recolhiam,
Isto era possível quando a tornar-se madura a primeira,caiam e pouca era
a vigilância do proprietário.Mas neste caso que bem me lembro e vos conto,
não foi bem assim: o proprietário,e os capanga à espreita vendo os otário
libertaram os cachorros.E lá, nós, morro abaixo a solapar,abalar,enfraquecer
e cair.Os cachorros ao redor todos latindo, parecendo rir.
O proprietário e seus capangas desciam o vale brandindo chicotes, talvez
só  para intimidar,Mas também eles se deram mal.O moleque, o mais arteiro,
detonou e lançou,certeiro o sinaleiro surrupiado no destacamento dos alemães,
Não sobrou um de pé,até os cachorros voltaram de  marcha ré.  









 

domingo, 5 de agosto de 2012


Beleza
Falar ?
Falar o que e porque de um assunto
que não tenho nada a dizer?
Beleza é uma pua,(espora)
que cada um briga com a sua
não importa se de ouro ou de prata
pode ser até de lata
o que importa, que na ata
declarem que você é uma gata,
que la pelas tantas,
mia, mexe o rabo e canta.
Em tempo passado mulheres gordas
e anjinhos pelados,
em todas pinturas eram admirados.
Hoje dizem bela, mulher magricela,
desfilando em passarela.
Patriota não seja idiota,nesta vida dura,
beleza é frescura
fran.
´Lá ao monte chegou.
Ou falta pouco
Visão total de todo o entorno.
Lá longe
Lá passei muito tempo
de lá sei,há muito tempo e
gravado no gramofone está
tudo o que era de lá,musicas antigas,belas
porque não dizer também mazelas?
Entrevejo agora leve declíve,
facilita mas o cansaço persiste.
Não há novidade, não há outra seta
que indique outra meta
é lá que vai me levar.
fran
(lá tempo lá lugar)
 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Foi
Alimenta o pensar o que já foi
De leve blusa, na brisa da manhã de sol,
gingando o corpo inteiro
Criatura bela.
Só ela.
É ela que vai e com ginga
zomba,brinca
muda a monotonia
e nos afazeres impulsiona o dia
Só ela.
Parece incitar, provoca e convoca
as fofocas
Tem quem diz, ela é boa,
Tem quem diz, ela é a toa.
Mas tantas e múltiplas as cotações
que ganha admiração.
Só ela
Bondosa ,generosa,boa prosa
nas posturas toda de cor rosa.
fran.