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sábado, 25 de novembro de 2017

Chorando
Mamãe !...Mamãe ! Não responde ? 
Não importa, sei que você me ouve.
Lembra aquele dia? Era Natal 
Não sai da minha cabeça.
Demorei a voltar,
Naquele tempo de Natal, o diácono Giuseppe em férias,
levou os meninos para visitar os presépios.
Agora entendo... 
Você só, na janela da copa, ambiente frio,
lá fora, caía neve.
Camilla minha irmã ? Não lembro. Onde estava ela ? 
Mamãe, o teu pensamento  estava só com papai,
longe da casa, na Alemanha, sem comunicação
Quando da minha volta, a polenta com queijo já fria,
a minha vestimenta molhada e o meu atraso,
tinham levado ao máximo a sua inquietação.
Entendo, mamãe  
Mamãe !..mamãe!..Que bobagem, pedir desculpas,
a punição naquela época era bem vinda e mais,
lembra que a gente guardava embaixo da cama as batatas que tio Giuseppe nos dava?
A cama era alta, eu costumava me esconder debaixo  dela.
Lembra! 
A penalidade,era a escuridão do quarto
Foi nesse Natal.
que por baixo da cama, na escuridão, arranquei todos
os brotos que  nas batatas estavam nascendo.
Mamãe!..Mamãe!..
Porque você nunca disse que nós éramos pobres? 
Você não fala, mas você vê,
não estou contando isto para você, você já sabe 
Preciso falar !
No escrever,  aqui onde estou, ninguém  vê,
este choro ninguém entenderia, este choro é de saudade, 
de um tempo difícil, mas feliz 
Preciso distrair, caminhar, caminhar cansa,
a idade pesa, eu ando com a imaginação,
 com o pensamento, ando descalço nos becos e riachos de Olate,  que talvez não existam mais, 
pensando nos amigos que o tempo levou. 
Tempo, tempo !
Por que persiste em me penalizar com a saudade? 
fran

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Passado
Não, não quero amigo, nem abrigo pra morar,
quero um peito para dizer e chorar, 
as minhas tristezas e apertos,
dividir a alegria dos acertos e êxitos, 
dividir as dificuldades e o resultado dos trabalhos, 
para quando a limitação acentuar, não esteja só,
e, ao saber disso, alguém me acuda 
Quero dividir a minha solidão,com a solidão da multidão que disfarça
Dividir a saudade de um amor que queria e nunca foi meu...
dizer da angústia que foi este amor rompido, 
que, na insônia, repercute o eco na escuridão  das noites 
Dizer do arrependimento de nunca dizer :Te amo ! 
a quem quer que seja...
Queria poder dizer a todos: Preciso  de vocês !  
Queiram lixar este meu ser rugoso e rude !
Talvez eu tenha sido condicionado a sufocar sentimentos que, para muitos, são coisas muito particulares,mas não é assim...somos irmãos, dividir as dúvidas, as dores e as felicidades, alivia o viver, consolida amizade e reforça a cooperação.
O tempo ensina muitas coisas e, com  o passar dele, coisas aconteceram e eu não as observei e talvez, tenham acontecido só uma vez, privando-me de aprendizado 
Pelo respeito,valor da idade e não só por isso, mas também pela generosidade em nos transmitir experiência ... 
Reverenciamos os antepassados
fran

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Vizinho
Atrasado mal informado?
Tem quem diz que distâncias,
 mede-se em metros !
Vade retro satanás...
Tem quem abusa e usa anos luz 
Se tudo é tão longe assim, porque existe?
Para quem ama, não tem distancia, 
Tudo o que eu amo,está,no meu coração, 
a um palmo da minha mão
Quando este coração pula um pouquinho,um tanto
é espanto ate para meu  do vizinho, 
que até por pouco,divide o sufoco
em socorro, aos modos de um prelado,vem com copo 
de água com bicarbonato
fran

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Longe de ti 
O tempo inexorável !
 Leva-me lounge de ti, 
 Quantifica em mim, a saudade e o lembrar-te 
 Agora monótono é viver, não mais ombro a ombro,
 disputam-se o espaço dos teus objetos a 
 obstruir e entulhar até o teto.
 Agora no espaço só vela o teu retrato  
 No silencio entre quatro paredes,
 estou preso na rede, do teu amor
 As redes não seguram  o vento,eu vou com ele. 
 Ele me transporta ate você,no teu fazer, 
 o meu  pensamento estará ao teu lado
 A Deus, rogo o bem estar e ajuda,
 no reto caminho a percorrer
fran
    

quarta-feira, 8 de novembro de 2017


Ignora
 Meu amor, ignora ! 
Não queira sufocar o amor que nasceu 
da mais oculta e misteriosa expressão da alma.
O chamar-te de amor e por te ver doce ,meiga,
é abstrato ?
Não é real o verdadeiro?
Eu quero você uma flor, não para colher,
mas  ampliar e perfumar,
Quer imputar-me falta de um dizer sincero,palpável ?
Não jogue pedras, amor ! 
O amor está no ar para compartilhar
Você é uma flor a diversificar 
divida comigo este jardim  e o
 querer ampliar o amar
fran

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Amor-União
O amor e a união é buquê 
São flores a dizer de amores
Cada flor um aroma, uma cor.
Cada amor um caminhar juntos 
No buquê, com varias flores.
Qualificar a
beleza singular e quantificar, é difícil .
O amor qualifica-se pela união,
valoriza-se pela doação 
Também é costume o cultivo 
 dos grandes e belos girassóis,
 flores que juntas cobrem os campos de amarelo,
 buquê gigantes da natureza,flores que unidas
 no decorrer do dia,seguem a trajetória do sol,
 olhando para cá e para lá,
 admirando sua luz,seu calor
 Sejam assim também vocês
na união e no amor  com o amado  !
fran