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sexta-feira, 1 de novembro de 2013


Juventude
Vocês vão longe, eu fico !
O meu passo é curto e no andar,
 só aumenta o meu afastar
Porque dizer, se vocês não ouvem?
Porque querer que façam o que não querem?
mais adiante vocês tem outro mirante.
Cada um tem sua meta, seu caminho
 na vida todos somos peregrinos
fazendo nela nosso querer
dela a nossa estrela  
fran

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

 
Só a fé me salva
 
Vocês sabem o que é parar estacionar, paralisar
o esqueleto, e o miolo continuar a matutar ?
Isto aí !
O que é confiar ?Ter fé?
Quando menino um grande amigo era o
maior incentivador de estrepolia e parceiro.
Nele sempre confiava.
Mais forte, mais esperto, eu disperso e distraído
Se tudo dava errado, era eu o mais prejudicado.
No confiar há imprevisto.
há boa fé mas não há salvação nela.
Cá para nós, afinal de contas o que é fé?
A fé é o abandonar-se como folhas ao vento nos
desígnios de Deus e sua misericórdia
A fé é um dom de Deus?
É, mas não para distribuir gratuitamente.
Pedir não adianta, Deus a concede se merecida.
Gente, quem não quer a fé?
Todos, acho eu, a deveriam querer, mas não para deslocar montanhas,
Eu a quero para que na minha vida, eu veja tudo.
Coisas, sofrimento e alegria a glorificar Deus,
com esta fé cega da coisas do mundo.
Com a infalibilidade deste meu Deus
certamente meu Pai vai conceder-me a fé.
O  pedir ou querer não é poder.
Aqui a cuca embola tal qual uma bola e rola
Meu Pai, meu Deus estou pedindo ! 
Esta bola o mundo a emprenhou de cola
 só com o Teu querer terei poder de limpar
 e Tu meu Deus conceder e perdoar. 
 fran
 


terça-feira, 29 de outubro de 2013

 
Amigo
Amigo não é refúgio nem abrigo.
Para irmão, tens obrigação
Para amigo, consideração.
Amizade é fidelidade.
Amigo tem um espaço, um tempo, um argumento,
 no cumprir o seu momento.
Se omitir, no concordar, ou discordar,
aceitar um ou outro,
 sem opinião, é bandeira
  ao vento, sem posição, 
não é amigo.
É um perigo
fran.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

 
Ruminar
Aqui comigo, estive pensando,
 que apesar da pressa do tempo
ele dá um tempo de alento,
 Pensando no desconhecido infinito,
 aí sim, ficamos tensos e aflitos
A cabeça é máquina boa à beça, mas
Se ruminar e filosofar muitas coisas, dela só sai balela.
Na vida vive bem quem dela
se deixa levar, aproveitando o que dá, e 
de passo em passo arrasta
o seu cansaço.
Ruminar é voltar, é querer remover
o errado do passado .
 Em vão. É indelével .
Está  lá gravado.
fran
 
Amar
Considero que há uma analogia, uma semelhança
 entre geometria e o amar. 
Polígono, é quase um perfeito circulo
se composto por infinitos lados iguais.
O amar é um circulo de convivência entre dois amantes.
 Assemelham-se, não é ?
  Nos polígonos, lados não iguais os diferenciam
Na convivência, comportamentos diversos também
 Estes diversos podem estar no ser da  pessoa e
abrangem, constrangem ,contém, limitam e encerram,
anulando espaço, tolhendo liberdade, obrigando, coagindo,
 como nos polígonos com desigualdade entre lados
diferem e não  são polígonos.
 Figuras iguais é possível  sobrepor e
ocupar o mesmo espaço
Amar também, não é angústia que cria  redução de
tempo ,espaço e carência,
No amar há espaço,
não há como se opor ou sobrepor
A geometria é o estudo do espaço para
 colocar cada figura  no lugar certo
A convivência também 
 estuda como colocar quem ama 
 no lugar certo para amar
fran.
 
 
 
 

 
Tu
Meu amor!
Brisa, vento agradável e fresco
sinto ao viver ao teu lado 
  faz-me dobrar e reverenciar-te.
Minha rosa!
Sim, tu também tens espinhos
mas também perfume e carinhos.
Teu generoso amor
aceita meu jeito áspero e rugoso. 
Minha prosa
não quer alterar o fulgor desta rosa.
Esta luz clareia e difunde entre nós
a sua paz, o seu amor.
fran (para Regina)

sábado, 12 de outubro de 2013

 
Tudo bem
O tempo voa! Eu prefiro andar devagar, atolar, não em brejo, em alagado,
 quando secar fico aliviado, vou saindo calmo, não apressado.
Andar breve encurta o tempo, mas
Ora! ora!
Eu adoro a demora e fazer hora,
isto dá valor aos acontecimentos
que sucedem no momento.
Se nada acontecer
deixa para lá, vai acontecer um amanhã. 
Tinha razão Adão quando
pelado. sossegado, dos problemas afastado
vivia feliz e beato.
Mas quando pegou o pomo na mão, perdeu a razão.
Queria ser Deus 
A pressa o arruinou à beça
 . Não deu mais para sair dessa  
fran

 
Espreitar do tempo
 Agora só eu ti vejo e preservo ,
 aqui no meu pensamento como eras 
Não mais nos teus braços
é repouso  do meu cansaço 
A liberdade limitada,
era cidade, avenida, espaço, vida,
Agora viver reduziu a limitada viela
sem espaço sem ela  .
Só, não há mais nada, para sonhar . 
O espreitar do tempo a esperar
momentos do enfraquecido alento 
 aproveita a reduzir
aspiração e entusiasmo
Tempo, tempo ! Tu corres veloz,
 me abandonas só, nem na saudade
 tem mais consolo,
só tristeza e dor.
fran


sábado, 5 de outubro de 2013

 
Meu amor
 
Chamar de meu amor, meu doce e bela, tudo balela,
  Não é coisa da minha prosa
Tu mulher, és parceira, companheira, esposa,
És outra coisa.
Talvez diga: Te amo! Uma vez por ano,
 ou te chamar também, de: Meu bem! 
Por isso te digo:Boa! Não à toa.
Precisa santidade para aguentar tanta adversidade.
Tudo é questão de jeito.
Ela é um amor que tenho ao peito e não nego,meu chamego
É pequena, calma, serena. Provocada? Sai da cena.
Ela não é perfume,é essência
Da vida, minha enciclopédia.
 Deus a tenha aqui,ate que o meu dia venha.
fran


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Fase
Passo no tempo e a vida não se realiza em mim como em outros tempos.
No declinar lento, se vai o querer, o realizar dos pensamentos .
Perco o ânimo, o alento nesta fase da vida ! 
Por presumir a chegada?
Sei que ninguém quer adiantar preceder-me, mas se mereço, bem vindo atraso, seja por sorte ou acaso.
A estatística não previa esta variante mas a saúde boa garante. 
O alento parece  não ser coisa do momento
Esta fase se  alterna, ou agora será eterna?
Se eterna vai ser, de agora em diante vou de um mirante admirar tudo o que vejo.
Criação de  Deus. E adeus, realizações.
 Vou ficar no bem, bom. 
fran.
 
 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

 
Bregaglio não é Bergoglio
 
 
Confirmei outra vez com Regina minha mulher e comentei .Sopa à noite parece entrave à digestão e interferir no sono!
Não é a sopa da Regina, cozinheira de mão cheia, que de mãos cheias de qualquer coisa que seja, quem diria ?Tudo sai como queria. Mas é sim, coisa sólida que com caldo diluída, não encontra a descida.
O que queria dizer é que, com o sono atrapalhado, no quarto escuro, é propicio lembrar do passado,
quando moleque descalço, seguia os percursos dos rios que nos vales corriam de todos os lados para o lago, que a cidade  junto aos montes cercava. Lá na margem dos rios, andarilhos pastoreavam os cabritos para alguns deles, era trabalho e meio de vida 
Tempo passou, após a segunda guerra fui trabalhar  especificamente em metalúrgica, lá fabricavam  torres para alta tensão.
Trabalhei como apontador, ajudante de traçador  e ajudante de mecânico industrial, em fim efetivado mecânico industrial, formado pela escola técnica, trabalhei como técnico mecânico especializado por cinco anos, e fui indicado para colaborar na montagem de uma nova fabrica no Brasil em 1954.
Aqui a oportunidade de novos companheiros de trabalho,dificuldades,êxitos,e fracassos.Inevitável competição de habilidades  e cargos.
Surge-me a mente um caso que na época pontuo.
A direção para contrapor a competência de um funcionário na função de traçador,contrataram outro sem saber que os dois eram amigos e frequentaram  o mesmo politécnico.
Tudo que contei parece não ter relação com o que vos conto agora, Esta pessoa contratada chamava se Bregaglio Uma relação estreita havia entre ele e um andarilho que pastoreava as cabras nas margens do rio que inicialmente descrevi,onde eu também me deliciava descalço. Era o pai dele. Soube mais tarde que a moradia d´ele promiscua com ovelhas e um burro,era em estábulo abandonado que sempre foi de sua escolha e vivia feliz. Bregaglio filho era pessoa educada e limpa,havia porém traços de hereditariedade. Nos dois anos que permaneceu entre nós utilizou o mesmo calcado, que remendado com arame ousou resistir bravamente. Havia algo nele que reportava a apreciar o antigo, o musgo o mofo. O pai Bregaglio é só um nome, lembrança de um tempo agora longe, da minha infância.
O que contei é sem consistência, mas andando no tempo parece-me que futuro um dia, tornou-se  presente e o presente virou passado a afligir quem por futuro só tem a  lembrança do passado.
                                                                      fran.
 
 
(Bregaglio  parecido com o nome Bergoglio do Papa Francisco)

 
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

 
 
 
Estou de bem 
Céu azul.
Na encosta desliza leve brisa  
o sol vale ao aquecer o vale.
Mil espécies, mil cores, nas flores do campo 
O perfume é um dizer em canto, louvor ao santo
que da natureza elogia a beleza
É bonito, é um encanto admirar o tanto que ela oferece.
.Merece respeito.
Sim senhor, hoje estou de bem com a vida.
Estou de bom humor, até chamo você de meu amor.
Mesmo  que a reciprocidade,
 não seja toda verdade
fran

quarta-feira, 17 de julho de 2013

 
Fofocas
 
Amizade, segredo, confidências, são coisas que tem valia
Não tem serventia por quem talvez pela idade ou mentalidade, não sabe validar, espalhando ao vento sentimentos e fatos confiados, extrapolando os limites, ceifando  amizades
Fizeste isto? Atiraste a primeira pedra! Se jovem, herdas agora a consequência.
Tens mais idade? Deus de ti tenha piedade,
 tu sabes que foi maldade, na ânsia do dizer, fizeste comum o segredo a ti confiado.
Mas quem somos nós para julgar. Reconheces ter errado?
Estás perdoado.
fran.

terça-feira, 25 de junho de 2013

 
 
 
Beija flor
Fala, agitada, que nem
beija  flor batendo asas.
Sempre atrasada e apressada.
Se na luta não for parceiro
difícil sair inteiro.
Temperando a estadia a
convivência é sadia.
O tempo ensina que na esquina
tem mais ruas.
Cada um segue a sua.
fran.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

 
 
 
 
Há na rua
 Esbelta, bela, é ela
Envolta em aura de branca cor
Anda leve a passo breve
Ora de chapéu na testa
Ora na mão a abanar, e resfriar
o resto que a inveja deixa ficar
Sobeja personalidade
Singular admiração faz elo
a tudo que é belo.
fran. 
 

 
 
Fui mexer
 Fui mexer no tanto que se foi,
Juventude, passado, esperança,
Por que tanta lembrança, agora senil ?
Agora sei.
Sim, tem hora para tudo
As pessoas que amo,
tudo em volta, o que desejo.
Nada foge das mudanças
Somente  ato praticado louvável,
amor recebido e doado são indeléveis.
Porque mexer no que foi?
Deve ficar na lembrança. 
Sim, tudo muda,
Membros sem força, tão inseguros e trémulos,
O coração tornou-se propicio a emoções.
Da transformação do semblante não me dei conta,
só o espelho me pontuou
Em luz, brilho, deslumbrei maravilhas, agora  levemente turva é a visão
Envelhecem a lembranças.
Conformado com o presente,
é diminuta a amargura da velhice,
Colham a sabedoria para acumular a serenidade para o amanhã. Vocês que têm compaixão, compreendam o meu vacilo, sabem que falar alto para mim, é murmurar Que um nevoeiro contorna os meus olhos.
Pra tudo sou lento a reagir,
Simulam não ver o que entorno na mesa.
Obrigado, ,
Falem mil vezes a mesma coisas e deixem para lá se a mesmas coisas duas vezes contar 
Se desta vez a ajuda para atravessar a rua é sua. Bondade sua. 
 
 
 
 

 
 
 
O que
O que dizer de ti,
borboleta prosa, tu não mandas
recados, bate asas susta ao lado.
O dizer ousado
Pequeno frasco de perfume,
 vapor a espargir ao redor,
alegria e amor.
Se tamanho, fosse documento,
tu serias  pigmento a colorir o firmamento.
No andar dos dias, não sempre é alegria,
mas com jeito tu os males, encantas ou espantas.
Deus sabe! Vai te premiar e deixar
muito tempo ficar. entre nos  .
fran
 
 


quinta-feira, 20 de junho de 2013

 
 
Fogo
O tempo voa
Sonhos parecem todos voar com ele
O ardor que alimenta a paixão não termina
Sonhos, o tempo muda, não acaba.
A cinza ao redor, abranda o fogo,
mas  preserva a brasa
O fogo vai voltar brando e dócil.
Na espera o coração vai ficar.
Quem não foi, não vai voltar.
Está aqui a esperar o
renascer de outro amor.
 fran
 
 

 
 
 
Fofa
 Bonita graciosa toda prosa
Tu trazes alegria onde não havia.
De leve como pluma,
confusão, sempre arruma mais uma
Mas fofa sai ilesa e sem pagar despesa. 
Toda denguice vai pelas vielas mexendo
tudo o que é dela
A gatinha não atina, mas se
o ciúme aumentar,
circular pelas vielas, não vai dar
fran. 
 
 


quinta-feira, 13 de junho de 2013

 
 
 
 
É? É  falta de fé?
 Apago a luz e vou dormir!
Não é assim.
Na escuridão do quarto provido 
de mobiliário e objetos 
não vejo coisa alguma,
os olhos não tem em que fixar
a mente vaga, revoca a pensar  sobre coisas
que já há tempo tenho me debruçado.
Porque na escuridão acredita-se na existência
de coisas que dizem que estão ali e não se vê?
Acredita-se que estão ali porque dizem que estão?
Por-que não acreditam em quem diz do Alguém
que fez existir tudo o que antes não existia
que vejo agora na luz do dia?
Ambiguidade de interpretação?
Ou está em, falta a primeira das três virtudes
teologais. A fé?
Deixa pra lá
Esta não é hora de encucar a minha cuca
Já é madrugada. E o sono nada!
fran.