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segunda-feira, 24 de junho de 2013

 
 
Fui mexer
 Fui mexer no tanto que se foi,
Juventude, passado, esperança,
Por que tanta lembrança, agora senil ?
Agora sei.
Sim, tem hora para tudo
As pessoas que amo,
tudo em volta, o que desejo.
Nada foge das mudanças
Somente  ato praticado louvável,
amor recebido e doado são indeléveis.
Porque mexer no que foi?
Deve ficar na lembrança. 
Sim, tudo muda,
Membros sem força, tão inseguros e trémulos,
O coração tornou-se propicio a emoções.
Da transformação do semblante não me dei conta,
só o espelho me pontuou
Em luz, brilho, deslumbrei maravilhas, agora  levemente turva é a visão
Envelhecem a lembranças.
Conformado com o presente,
é diminuta a amargura da velhice,
Colham a sabedoria para acumular a serenidade para o amanhã. Vocês que têm compaixão, compreendam o meu vacilo, sabem que falar alto para mim, é murmurar Que um nevoeiro contorna os meus olhos.
Pra tudo sou lento a reagir,
Simulam não ver o que entorno na mesa.
Obrigado, ,
Falem mil vezes a mesma coisas e deixem para lá se a mesmas coisas duas vezes contar 
Se desta vez a ajuda para atravessar a rua é sua. Bondade sua. 
 
 
 
 


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