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domingo, 22 de março de 2015

Sou isca?
Noite clara de lua cheia salpicada de estrelas
 Que relembram o brilho dela
Mulher escolhida, estrela preferida
Todas as estrelas piscam, mas
Quando me aproximo, só ela  pisca.
Eu sou a isca ?
Ela vem, se mostra,
faz pirraça com muita graça.
                                  Sem vaidade,                                    

é uma beldade!
fran.
1                                            22/03/2015

Observai !
Nesta esfera estou aqui há muito tempo!
Muita coisas ,não rolam muito bem aqui.
Pudera, não rolam bem porque esta esfera
não é tão esférica como dizem.
Ela é impulsionada, tem que ser ajudada, empurrada
Não é locomotiva que corre em trilhos  lisos.
Qualquer empecilho repercute no andar.
Há pouco tempo neste quarto de esfera ficou
ora muito seco, ora  alagado, um transtorno danado.
Mas quem sou eu para dar conselhos do que fazer?
Estou aqui, há sessenta anos, faz tempo, não é?
  Não sou daqui,sou emprestado,gasto e usado 
Sou (vagabundo) aposentado
fran.
                                     21/03/2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

Choro
Desculpem amigos leitores, abuso de vocês.
Querer dividir as lembranças dos cinquenta ou sessenta anos!
Tempo muito longe, que para mim tornou-se o ontem.
 A minha máquina do tempo inverteu, tornou perto o longe, longe  o ontem
 Tornei-me egoísta, surdo, chato, repetitivo.
Eu quero dizer quanto dolorido são estas lembranças, que se repetem no dizer da escrita.
Dos olhos, escorrem lágrimas, um nó fecha a garganta
Por que tanta tristeza por uma lembrança tão boa?
Por que fecho a porta do escritório,e velo este choro benéfico, edificante, fortificante no continuo caminho da vida ?
Por isso falo a vocês, e espalho ao vento
o choro alivia nesses momentos.
fran.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Amigos
Vocês todos são meus amigos!
Por precaução vos digo,
que no meu coco tem  pouco,
 uma pequena quantidade
 Por ser o coco,quase oco e furado é arejado,
Mente aberta na certa.
Por ser velho na praça,
apagado, desbotado, senil,
gordo, que nem barril,
a vida minha é cercada de mordomia.
Quero que lembrem de mim pela eternidade.
Esquecer.?
Deixem para mim  esta facilidade
fran.
                                   08/03/02015

quarta-feira, 4 de março de 2015

Elas
Politica não.
Falem delas.
Digam que são belas.
Que nem o sol nem as estrelas,
brilham como elas.
Que na noite escura só o luminar da vela
nos leva a elas, criaturas belas 
fran
                                        04/03/2015
Juventude
Juventude? Sei 
 passei por ela, estou com saudade!
Aproveitem este tempo
estes momentos e façam nele um lento,
 sensato, prolongado caminhar,
de novas experiências.
Ciência para toda vida.
fran
                                                  20/01/2015
 
 
Criado mudo
Se o criado mudo pudesse falar,
diria tantas coisas que ninguém ousaria dizer
. Pela quantidade e conteúdo seria até maldade,
contar tudo,não poderia
Não faltaria sede de contar o que acontece
entre quatros paredes
A não divergir do assunto
Este criado mudo tem  uma gaveta reservada
com acervo  variado de bagulhos em abundância 
Para que?
A canga é peça de madeira para prender
junta de boi a arado.
A  gaveta repleta de bagulhos serve a prender atenção dos netos, despertar neles perguntas, gerar entretenimento.
Os bagulhos agora são recordação. 
O avô não mais tão solícito, chamado responde
Já vou!
O tempo passou, o que vou fazer ?
Deus sabe, espero, confio Nele 
fran
                                                    25/02/2015

A tutto vedere
Fosco il tuo vivere,Vegeti!
Ma il tuo intimo
brilla come rugiada nella prateria
al primo raggio di sole del giorno
Chi direbbe?
Nessuno vede che predominando a
gramigna di variata altezza ci priva
della tua bellezza
Ora tutto vedo e conosco del tuo essere
A nostalgia e il passato mi fa ripensare
Più che semplice amore
Tu sei affettuositá e tenerezza
Ricordo indelebile della giovinezza
fran
                                    /02/1215
A tudo ver

Fosco teu viver. Vegetas
 Mas teu intimo
 brilha como orvalho na pradaria
ao primeiro raio de sol do dia
Quem diria !
Ninguém vê que a predominância da graminha,
a variar a altura, priva nos da tua belezura
Agora a tudo ver, conheço o teu ser 
a saudade do passado remembra
Mais que simples amor, 
Tu és, deleite, meiguice, ternuras
Saudade indelével da juventude
fran
                                          23/02/2015