Espantaram ?Passa a noite,vem outro dia,continua a agonia dos dias que bem longe perdem-se na menteNa monotonia que perdura da tempo,com a perseverança do querer manter-se operante,ando como ambulante,entre passo,
olhando ora para cima,ora para baixo.
Hoje no parque entre árvores, um dos primeiros raios de sol entre os galhos atravessou o pequeno espaço das folhas e tocou o chão,fez brilhar um alfinete de fralda,pensei em pegar, hesitei,
mas de repente, nele me vi representado.
Espantaram?Agora não mais,lá em casa havia oito crianças,uma escadinha de gente
com degrau bem perto um do outro.
Minha esposa precisava de ajuda,eu sempre longe,
mas quando presente ajudava,
Muita fralda troquei e o alfinete era insubstituível.Agora o velho alfinete não serve mais,
o substituíram com o tal de velcro
Eu me vi representado, sim.As limitações físicas,assistênciae a desvalorização das experiências herdadas do passado são desprezadasAgora serei substituído pela tal tecnologia?
fran
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