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sábado, 25 de junho de 2016


Espantaram ?
Passa a noite,vem outro dia,continua a agonia dos dias que bem longe perdem-se na mente 
Na monotonia que perdura da tempo,
com a perseverança do querer manter-se operante,
ando como ambulante,entre passo,
 olhando ora para cima,ora para baixo.
Hoje no parque entre árvores, um dos primeiros raios de sol entre os galhos atravessou o pequeno espaço  das folhas e tocou o chão,
 fez brilhar um alfinete de fralda,
pensei em pegar, hesitei,
 mas de repente, nele me vi representado. 
Espantaram? 
Agora não mais,lá em casa havia oito crianças,
 uma escadinha de gente
 com degrau bem perto um do outro.
Minha esposa precisava de ajuda,eu sempre  longe, 
                       mas quando presente ajudava, 
Muita fralda troquei e o alfinete era insubstituível.
Agora o velho alfinete não serve mais,
 o substituíram com o tal de velcro    
Eu me vi representado, sim.
As limitações físicas,assistência
e a desvalorização das experiências herdadas do passado são desprezadas
 Agora serei substituído pela  tal  tecnologia?
fran 

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