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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Confesso

Confesso, pequei contra vocês, não os deixei ser meninos, brincar, pular. Compenetrados, calados, ficaram fechados: observaram, admiraram, absorveram, e daí geraram sua maneira de ser. Da gramática e matemática criaram a sua temática.
Para mim, de biombo e atalho serviu o trabalho , na dificil arte de viver. Biombo a preservar a privacidade do ser inseguro, que dava duro, além do preciso, trazendo para o trabalho uma experiência do passado, com métodos renovados.
Duro, frágil, pontiagudo, ás vezes cortante, resisti; poderia ter fragmentado.
Confesso que não lhes dei prêmios ou troféus, tiveram muito do que pude dar, mas não o identificaram.Não ensinei o valor da recompensa, só o dever e o fazer.
A água limpa vocês não viram, não compartilharam com ela o pular entre as pedras.
O sol surgia e se punha para nós todos .Eu não via, atrás do muro daquela fabrica.
Mas o amor nasceu, viveu, vive e cresce ao seu redor.
É dificil ver! Mas sabem dessa presença !
Ó Deus que tudo podes!
Confesso que fechei a porta, que a tranquei por dentro, que apaguei a luz, me impus silêncio, estou lá triste.
Tu sabes! Arromba a porta.!


Fran.




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