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terça-feira, 20 de abril de 2010

Maria del Moro .
Sempre dizem que antigamente era diferente. Estou falando de um tempo, que passou faz tempo, quando referência para o passar do tempo era o banho semanal, a missa dominical, Natal de vez em quando e a Páscoa também.
Os dias todos azuis e luminosos, à noite com o céu cheio de estrelas e pirilampos, quando frio, o chão coberto de branco...
Eu corria, corria pelos campos... (não te esqueça de mim), era a flor que eu colhia, pequena e azul como dizem ser os olhos de Jesus. Mais violetas e margaridas havia nos campos, mais e mais cores e mais perfume de flores...
Eu tinha mais amigos, havia mais gente amiga em minha companhia...
As freqüentes incursões aéreas naquele tempo de guerra aumentavam e o pessoal que fugia das grandes cidades para se sentir mais protegida na nossa cidade, cercada de carinhos, protegida pelas montanhas e pelos vales, essa gente, na maioria era parente.
Dona Maria e seu filho Alfredo, antigos agricultores, nossos vizinhos, hospedavam o neto e respectivamente sobrinho, Mariolim, moleque de estatura menor, de esperteza superior, meu amigo da cidade grande.
Naquele tempo dividia as travessuras com ele, multiplicando os mal feitos em especial, subtraindo frutos e verduras alheias, das plantações vizinhas.
Quando a chuva nos limitava os movimentos, para todos éramos um tormento. Um dia, o desafortunado foi o tio Alfredo, que tinha o quarto no plano térreo e no superior havia o quarto da vó Maria. Para lá chegar, uma escada de madeira de degrau vazado que se iniciava no quarto do tio Alfredo, dando origem a um espaço que servia como depósito.
Ali era guardada a conserva de pepino no vinagre e como em toda construção antiga, todos os espaços tinham serventia e gatos também ali dormiam.
Um dia, precisamente este nós resolvemos subtrair pepinos de tio Alfredo. Estávamos nós no doce fazer nada, debaixo da escada, comendo pepinos...entrou a avó no quarto para ir descansar como todas as tardes fazia, subiu a escada, mas, na metade, cansada parou, levantou a longa saia e sentou...Nós, lá debaixo, vimos tudo, pensamos que ela tivesse sentado em cima do gato que estava ao lado Saímos correndo gritando: - A vó amassou o gato, ele nem miou...
Fran.











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