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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Menino feliz
Agora que mais ofegante se tornou o meu andar, agora que minguou o impulso de querer e tudo tornou-se involuntário, surge um spray de lembranças confusas,ás vezes fantasias, que a mente cria a misturar, em dizer coisas perdidas no tempo.
Menino acanhado, observador de dizeres e fazeres dos mais inesperados, funcionário voluntário por imposição, pela sua inquietação, a passar parte do tempo do dia, no jardim de infância com funções várias :Catar excremento de equinos na ruas dos bairros vizinhos, alimentar galinhas e colher ovos, alimentar coelhos, cortar ervas para alimentá-los. Sem restrição, fazia tudo com dedicação. Nas ruas transitavam carroças com cargas de bobinas pesadas puxadas por filas de cavalos de proporções avantajadas, diria, tamanho família ,que o cavaleiro com o estalar do chicote instigava a puxar.O transitar de tanta cavalaria facilitava em limitado tempo colher quantidade a contento, que armazenado em tambores, dava tempo de fermentar para distribuir como ração, um pouco em cada pé de tomate , de feijão,ou em qualquer pé de não sei o que.
Esta é parte da minha vida mansa, da infância feliz.
Fran.

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