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quinta-feira, 22 de abril de 2010

O dia de Natal
A educação era na base do bastão e foi o bastão que recebi naquele Natal.
Naquele período do ano, estava em férias natalinas. O então diácono, Don Giuseppe, reuniu a molecada para visitar os presépios das paróquias do vale. Saiu um bando, a neve alta, a temperaOtura baixa e os ânimos exaltados
A pesar dos tempos difíceis, no início dos anos quarenta, a meninada não dava peso às dificuldades, e a alegria estava presente em tudo. Visitamos muitos presépios, mas, o tempo passou mais depressa que o planejado e, cansados, agora desanimados, voltamos, já atrasados para a refeição. Chegando em casa, mamãe, privada neste dia da presença de meu pai (por estar na Alemanha) por não ter como refeição nada a oferecer, a não ser polenta e queijo, por estar só e desconsolada, estava uma pilha e o bastão cantou. E eu, vítima neste altar de castigo, no quarto fui ficar. Não esquentei a cabeça. Mais do que depressa deitei no chão e no escuro, arrastando com os pés e as mãos, me joguei debaixo do leito. Lá era depósito de batatas que meu tio, agricultor, nos dava.Elas germinavam e não havia outra diversão: arrancar com as mão os chifres que davam, até a calma voltar.
Fran.

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