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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Olhar: Função ou tentação?
Saibam todos, filhos, netos, sobrinhos, parentes todos, amigos, e porque não dizer, compatriotas. Fizeram de vocês um monte de idiotas. É tudo batota!
Aqui estão os caras. Os caras de pau bonzinhos, mas que fazem vocês todos de cretinos. Os caras que parecem, mas não são. Olhem de frente, bem rente. Homens sem vacilo andam no trilho. Mas tudo tem frente e verso, é aí que aparece o avesso. O trilho acaba e com ele, a retidão.
Olhares que duram meses geram amores até então sem desfecho, não sem algum beijo, êxtase que dá significado à palavra eternidade, amor sem fim como aqueles amores que não lembram ter vivido, tão felizes estavam na ocasião. Mas o tempo passou.
O coração agora bate depressa... Tempos diferentes, o tempo da gente. Podemos dizer agora o que foi em outros tempos? Podemos sim, senhores! A vida para nós não foi um caminho, mas um rio caudaloso que ora lento, ora furioso, transportou-nos onde quis e no embalo passou o tempo, agora na chegada ao estuário, passa-se o tempo a recordar mal feitos, impossíveis de consertar.
Mas se quiserem nos reciclar pulem para nos salvar, não nos deixem afogar. Retornamos para recomeçar. Aprontamos muito? Uma maneira de ver a vida colorida, alegre, toda poesia. Tolos? Não! Tudo o que ficar de nosso é lembrança que envolve os nossos feitos. Observem se serve a uma vida melhor, aproveitem e vivam mais alegres. Guardem-nos na lembrança com justiça e amor, não sejam implacáveis.
Fran.

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