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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

VERÃO CONFUSÃO
Chove.Eu aqui em um canto, em pé igual estátua de santo.
Com uma chuva dessa todo mundo tem pressa,
Passam apressados, nem olham do lado.
Penso eu:porque a chuva acelera esta galera?
Mulher corre inclinada pra frente, com mão no peito, por falta de teto?
Que vexame! O cachorro da madame fez aquilo no sapato da Maria, não podia!
O menino bate o pé na lama, para mim aqui no canto, sobrou um tanto
A chuva aperta, a menina acerta:Tem abrigo aqui.
Lá vem a perua correndo na rua.Bateu na bengala,jogou o cego na vala.
Quanta confusão na chuva repentina do verão
Olha dona Rosa toda molhada, parece pelada
De idade avançada,capenga vai pela estrada, está molhada?Deixa ! Ela está na dela
Aqui no canto vejo tantas,imagina!
Não, não é confusão é a combinação que gera esta situação.
E olha que Deus esta lá.Imagina se não olhar !
Fran.

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