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sábado, 6 de dezembro de 2014

Dia abafado
É dia coberto, abafado.
Na varanda a romper o silêncio
a cadeira de vime  que range, no monótono balançar para lá e para cá,
 contribui o ninar do pêndulo do relógio da sala do jantar.
A perturbar, esta mosca, que ora aqui, ora lá, posa só para chatear.
Não tem um fio de vento.
À minha frente tudo é gramínea ceifada, seca forragem.
 O campo nas horas mais quentes, por efeito do reflexo da  luz solar, parece um lago azul. Miragem.
Os pássaros também perceberam o forte calor, se aquietaram na sombra
São  dias em que a solidão evoca ideias de tristeza e melancolia.
A alternância no progredir do mundo e da vida é de cada ser,
Ordenar, dispor e aceitar as mudanças é tarefa do melhor condizer.
A quem como nós cujo o andar é devagar, quase um parar, pode aceitar e entender, não ver como angustiantes os dias tristes  que podem ser para refletir e ordenar.
                                                                                        05/12/2014

3 comentários:

  1. Oi Francesco
    Parabéns pelo seu "Dia abafado." É bom perceber que não o incomodam as pausas e o ritmo menos acelerado.
    Ainda não pude ler o seu caderno, este tempo de festejos é movimentado.
    Um abraço, boa noite.
    Iara

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  2. Êta pai! me lembrei de um livro que li há tempos. Ma sde onde vc tirou esta secura neste dia de "inverno" do verão?
    Bjão.Elisa

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  3. Excelente, pai. Parabéns.
    Como um bom vinho, a cada dia melhor.
    Temos que publicar isso tudo.
    Estou disposto a investir no seu talento (kkkkk) e acho que não sou só eu.
    Vamos publicar um livro?
    Lance a ideia que vamos levar isso adiante.
    Giovanni.

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