Dia abafado
É dia coberto, abafado.
Na varanda a romper o silêncio
a cadeira de vime que range, no monótono balançar para lá e para cá,
contribui o ninar do pêndulo do relógio da sala do jantar.
A perturbar, esta mosca, que ora aqui, ora lá, posa só para chatear.
Não tem um fio de vento.
À minha frente tudo é gramínea ceifada, seca forragem.
O campo nas horas mais quentes, por efeito do reflexo da luz solar, parece um lago azul. Miragem.
Os pássaros também perceberam o forte calor, se aquietaram na sombra
São dias em que a solidão evoca ideias de tristeza e melancolia.
A alternância no progredir do mundo e da vida é de cada ser,
Ordenar, dispor e aceitar as mudanças é tarefa do melhor condizer.
A quem como nós cujo o andar é devagar, quase um parar, pode aceitar e entender, não ver como angustiantes os dias tristes que podem ser para refletir e ordenar.
Oi Francesco
ResponderExcluirParabéns pelo seu "Dia abafado." É bom perceber que não o incomodam as pausas e o ritmo menos acelerado.
Ainda não pude ler o seu caderno, este tempo de festejos é movimentado.
Um abraço, boa noite.
Iara
Êta pai! me lembrei de um livro que li há tempos. Ma sde onde vc tirou esta secura neste dia de "inverno" do verão?
ResponderExcluirBjão.Elisa
Excelente, pai. Parabéns.
ResponderExcluirComo um bom vinho, a cada dia melhor.
Temos que publicar isso tudo.
Estou disposto a investir no seu talento (kkkkk) e acho que não sou só eu.
Vamos publicar um livro?
Lance a ideia que vamos levar isso adiante.
Giovanni.