O nevoeiro cobre os montes,
desliza pelas encostas,invade as moradias,
cobrindo com cinzento manto o entorno.
Tudo se torna lindo,frio, úmido, melancólico,
A gente encolhe o andar, os passos apressando,
como a fugir de qualquer coisa a vir.
Se bem observar, uma fina chuva cai preguiçosa
mas densa, parece não escorrer,
penetra no solo
Aproximo a face do vidro da janela, o hálito o embaça,
nele rabisco um boneco e como eco,reflexão.
Lembro de quando criança,da janela
no tepor do pequeno cômodo,
contemplava os largos flocos de neve que levemente flutuavam no ar,
como a procurar lugar onde pousar,
Iam acumulando,acumulando, envolvendo
num branco manto tudo em volta.
Particularmente me entristece esta lembrança
repleta de saudade.
Mas temperada no conforto da esposa e dos filhos, na fé e esperança de um Deus que, na frente,
guia e protege a todos nós
fran
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