Era cedo
Três horas da manhã,o sono me abandonou.
Levanto e na manhã que está chegando envolta em nevoeiro,
parece ser a razão de estar eu triste e o tempo úmido e frio a determinar um dia que pouco agrada
Na vista, à direita que é mais perto,
os barracos do morro o nevoeiro não escondeu,
lá do alto dominam o bairro,
mas ainda é cedo para ver o agitado ir e vir nos becos.
Quem madrugou e está de pé,
tem a luz acesa,mas são poucos.
Nas ruas do bairro, silencio fúnebre.
Uma fina chuva quase invisível começou a umedecer o chão,
O morador de rua que abrigava-se na marquise do prédio de esquina,foi embora
A estas horas os ônibus parecem que perderam-se pelo percurso, ou são invisíveis para nós mortais
Ao clarear, os cachorros da vizinhança deveriam latir,estranhamente silenciam.
O porteiro apagou as luzes do prédio,o dia chegou a despertar todos nós,cada um com seus afazeres
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