Ela
Uma esquina, uma janela, duas coisas que lembram ela; em uma morava ela, na outra, me pendurava nela e ficava a observar o ir e voltar. Eu novato, morador do pensionato, ela nova, baixinha, moradora vizinha, do quarteirão. Recatada, disfarçava, mas olhava, não dormia no ponto, afinal estrangeiro era mais um ponto. Na vida pronto para para lutar e morrer.Ela pronta para lutar e viver, simples diferença de opinião? não, filosofia de um povo que apesar vive. Feliz intuição a minha, que a oportunidade não fugia. Alegre, baixinha fiz dela a minha eterna vizinha e de vizinha à cozinha foi um pulo e com calma e malicia de uma preguiça dominou e desbravou situações, entre elas......que nos cercou de cidadãos. No prosseguir da vida ao decorrer da morte, tolera-se a consorte, mas ela continua bela, Driblou eu e tu, diz com ajuda de Jesus. Digo para mim: safado, que pensa ter escolhido errado, olha ao teu lado, veja que desta ou daquela, quem te salvou foi ela, que com santa paciência, mais que com ciência ou invento te salvou a contento.
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