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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Eu. B.H. 27-11-92
Quando? Não sei quando. Dei pela coisa já tinha acontecido, acredito que na chegada a maioria estava a me esperar, o ultimo fui eu a aparecer naquele dia.Meu pai dizia: nascer é caso, morrer é dever. Naquela hora não tinha para escolher,nascer era o que fazer. Não chorou, lamentou, disse o avo.Corpo? uma tora.Cabeça? loura. Carrancudo, era tudo. Tudo o que sobrou, a familia aceitou.Parecia figura conformada a fazer da vida uma piada. As pessoas que o conheceram na primeira idade, diziam: filósofo ou frade.Parado, observador,escondia mágua e dor. Distraído, parecia pensar; na verdade queria voar. Nas respostas dadas havia sempre uma piada. Nesse esquema desenvolveu-se este problema. Eu.
Fran.

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