A Etiópia Italiana (maio 1936)
Lindo dia de céu azul, mamãe sentada na frente da maquina de costura, cantava e movimentava o pedal com ritmo de música acompanhada pelo canário. Agachado, eu estava ao lado, ora espiando pelo corredor, que dava para o pátio, ora a fuxicar nas gavetas, as bobinas, retroses e carretéis. De repente um estridente soar de sirene ecoou.Todos os campanários do vale juntaram o soar dos sinos.Olhei pelo corredor e assustado,vi uma multidão a gritar de felicidade: A guerra acabou! Toda aquela confusão modificou o meu quieto estar. Havia no pátio uma lixeira de tampa entreaberta.Via-se uma boneca de pano decapitada, apropriei-me e com entusiasmo e gritos de:eh-eh-eh, a arremessava no teto do corredor e por estar úmida, deixava marcas impressas. A costura da boneca não agüentou a tortura e o tronco soltou os braços que a fértil imaginação deu posição na frente do calção. Saltitando com isso entre as pernas, chamei a atenção materna.Se atualmente repressão às estripulias, com tapa é covardia,naquele tempo era sabedoria.Tive a dose do dia.
Fran.
KKKKKK
ResponderExcluirMuito bom vô! Grandes memórias as do senhor !