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domingo, 10 de maio de 2015

Menino feliz


.Agora que mais ofegante tornou-me o caminhar,agora que diminuiu o impulso de querer tudo,
agora que me tornei involuntário, com mais tempo, posso ir longe e no pensar confuso,ás vezes fantasioso, vejo acontecimentos e fatos tidos hoje coisas do passado perdidas no tempo, que precisaríamos imitar.
 Menino acanhado mas atento,observador dos dizeres e fazeres,tinha de pronto comentários e resoluções inesperadas.
Por imposição pela sua inquietação, passava parte do dia em jardim da infância,com funções várias.
Alimentar galinha, recolher ovos, cortar ervas para alimentar coelhos,
 apanhar excremento de equinos nas ruas ao redor e dos bairros vizinhos, onde transitavam carroças com cargas de bobinas pesadas, de ferro, puxadas por filas de cavalos de proporções avantajadas.
O cavaleiro com o estalar do chicote, 
 instigava o conjunto a puxar a carroça.
 O transitar de tantos cavalos,
 facilitava, por limitar o tempo, 
 colher quantidade a contento.
Tudo armazenado em tambores e
 dosados com determinada quantidade de água. 
 No andar do tempo fermentava e distribuíam-se,  
quantidade certa em cada  pé
de tomate,de feijão,ou a qualquer  pé de não sei o que.
Controlava-se deste jeito as estripulias do sujeito. 
  Esta parte da infância é das mais felizes da minha  vida                  fran.                      

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