Na morada muito simples, de dois cômodos, vivia a família.
Composta de quatro pessoas: papai mamãe, eu, e Camilla minha irmã.
Cachorro, gato, zanzavam por lá, o canário na gaiola pendurada acima da máquina de costura, modulava de vez em quando um canto.
Lá pernoitavam entre um móvel rústico e a parede de esquina do cômodo,
seis galinhas agrupadas no poleiro,um cabo de vassoura.Neste cômodo pequeno, muito havia!Mas se havia micróbios ou vírus, não eram tão sem vergonha como os de agora
Ritual matutino, ritual de bom menino No afazer, eu era ajudante, nos eventos espectador.Está nevando! Tem que levar as galinhas no galinheiro?Sou eu! Presta atenção, a vermelha costuma quebrar o ovo , verifica se ela tem ovo a fazer, se tem,deixe-a na caixa, limpa a titica !
Mamãe doente na cama,dizia ser toda arrebentada por dentro,
eu não sabia o significado.
Dava-se início o dia.
Com dois ossos, quatro batatas descascadas, uma pitada de sal, um tanto de água aprovada por mamãe,no fogo tudo fervia, de tempo em tempo a escumadeira retirava a sujeira,ou o que eu achava que era
Lá do quarto o comando:
Na espera tira a poeira dos móveis, não esqueça as cadeiras,
presta atenção ao fogo, pra não queimar a mão!
Assim continuava o sermão:
Rala o queijo e corta em fatia o pão.
Enfim a refeição,água de carne a molhar o pão
Não pense que é saudade ou coisas de velho que lembra
das raízes e da seivas que o fez homem.
Mas é a vida,o tempo e o andar do tempo
que exauriram as forças
e somente em Deus agora espera.
fran
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