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domingo, 24 de maio de 2015

Outro dia



Mais um dom que o Deus da vida nos presenteou.
De fronte a janela, o morro. 
Dia nublado e frio.
A janela fechada, além do vidro, arbustos e graminhas que nascem entre os barracos em pequenos espaços,
agitam ao vento.
Ainda cedo! Um menino na lage de pequena construção, solta papagaio ao vento. Mais outro de trás de um barraco também. Parecem a disputar espaço e altura, o papagaio dá mergulhos, em seguida sobe com mais vigor a conquistar altura até a vista não mais alcançá-lo. 
Em pequenos pedaços dos caminhos entre os barracos, avistam-se, pedestres que desaparecem, para reaparecerem mais adiante. Aparentam-se apressados, ou eu ainda estou sonolento?
Um revoar de pombos em círculos em volta de moradias, alternando o voar de umas e o descansar de outras, nos telhados de uma moradia.
O clarear além do morro aumentou. 
O sol parece lutar e vencer, aparecendo entre os barracos no cume do morro.Os raios aparecem e espalham tépido o calor e luz a iluminar o morro, salpicado de cores variadas. Há silêncio aqui, não há ronco de motor, nem sirene anunciando de sobressalto a dor . 

fran.

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